Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2025
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Vitória no último minuto

Apesar da vitória, o Vila Real sentiu muitas dificuldades para conquistar os três pontos, perante a equipa do Boticas, uma formação jovem e muito aguerrida que chegou ao Monte da Forca com espírito aberto e com vontade de dar muita luta ao actual líder. Não foi de estranhar que, logo aos dois minutos, conseguissem inaugurar […]

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Apesar da vitória, o Vila Real sentiu muitas dificuldades para conquistar os três pontos, perante a equipa do Boticas, uma formação jovem e muito aguerrida que chegou ao Monte da Forca com espírito aberto e com vontade de dar muita luta ao actual líder. Não foi de estranhar que, logo aos dois minutos, conseguissem inaugurar o marcador, perante a passividade defensiva dos “alvi-negros”. Na sequência de um pontapé de canto, P.H. aproveitou a falha colectiva dos homens da casa e, de cabeça, colocou a bola no fundo das redes. Estava feito o primeiro golo do desafio. Algo surpreendido por este golo madrugador, o Vila Real não conseguia fluir o seu jogo, fruto da boa organização defensiva dos forasteiros. O Vila Real teve algumas dificuldades a meio-campo, perante a marcação em cima dos jogadores mais criativos que condicionou a construção do seu jogo ofensivo. Mesmo assim, os vila-realenses, pouco a pouco, iam subindo no terreno e criaram algumas boas ocasiões, para chegar ao empate. Quase sempre o perigo surgiu pelas laterais, onde Luís Carlos, por diversas vezes, conseguia ir à linha de fundo e centrar, com perigo, para a área, onde Gabriel não esteve tão eficaz como se esperaria. Nuno Meia também, não esteve tão influente como em outros jogos, fruto da marcação cerrada ao criativo da casa, no decorrer da primeira parte. Mesmo assim, as oportunidades iam sucedendo para a equipa visitada, mas o golo tardava em aparecer. Até que, ao minuto 33, Gabriel fez o golo do empate. Nuno Meia marcou um livre, na esquerda, levantando para o segundo poste, onde apareceu, solto, Gabriel, a rematar, cruzado, para o fundo das redes. A bola ainda bateu no poste e acabou por entrar na baliza do guarda-redes Varandas. Poucos minutos volvidos, Zé Monteiro teve a oportunidade de colocar a sua equipa à frente do marcador, mas, desta vez, Varandas saiu bem e negou o golo ao central “alvi-negro”. Como quem não marca se arrisca a sofrer, foi isso mesmo que aconteceu, com mais um erro da defensiva da casa. Já sobre os 45 minutos, houve um lance em que a bola foi bombeada, para o interior da área, aparecendo Hernâni, livre de marcação, a rematar, para o segundo golo da sua equipa. Os centrais não se entenderam e o jovem avançado aproveitou para colocar a sua formação em vantagem.

Na primeira parte, assistimos a um jogo intenso, com o Boticas a aproveitar bem as duas boas ocasiões que teve e assim saiu, em vantagem, para o intervalo.

No descanso, o técnico Luís Pimentel não operou qualquer alteração, mas pediu maior concentração aos seus jogadores, na hora da finalização. O Vila Real entrou com maior velocidade e com vontade de inverter a situação que não estava fácil. Logo a abrir o segundo tempo, Castanha viu Varandas a fazer uma excelente intervenção, tirando a bola, com o pé, de cima da linha de golo. Havia alguma ansiedade notória, na formação visitada, com mais um falhanço incrível de Gabriel e Nuno Meia. Leirós ganhou um ressalto, foi à linha de fundo, cruzou para o coração da área, onde houve uma dupla falha dos homens mais avançados do Vila Real. A equipa estava muito subida no terreno, ficando a retaguarda desguarnecida. Aos 61 minutos, o Boticas poderia ter ampliado a vantagem, mas Hernâni, com a baliza à sua disposição, atirou por cima. Foi um lance que colocou em alerta a defensiva da casa que arriscava o tudo por tudo, para chegar ao empate. Que surgiu, ao minuto 75, por intermédio de Zé Monteiro. Na sequência de mais um livre, Meia, desta vez, colocou ao primeiro poste, onde, muito oportuno, apareceu Zé Monteiro, a cabecear, para o fundo da baliza. O Vila Real continuou à procura do golo da vitória. Agora, o Boticas remetia-se à sua defensiva, para tentar segurar o empate. Já no final do período de compensação, surgiu o golo da vitória dos vila-realenses. Houve uma grande confusão, dentro da área, que Zé Monteiro aproveitou, para fazer o seu segundo golo no encontro e dar mais três pontos à sua equipa que continua, assim, invicta, neste campeonato.

Uma última nota para a equipa do Boticas que se apresentou no campo do líder sem medo, tendo estado muito perto de roubar os primeiros pontos aos vila-realenses.

 

Luís Pimentel, treinador do Vila Real

“Acreditámos sempre”

 

Satisfeito com o resultado, Luís Pimentel salientou a difícil vitória da sua equipa que, na sua opinião, acabou por ser merecida, uma vez que foram muitas as oportunidades goradas.

“Todos os jogos são complicados, dependendo da nossa capacidade torná-los fáceis. Começámos praticamente a perder, viemos à procura do prejuízo, tivemos muitas oportunidades para chegar ao golo e acabámos por conseguir marcar. Depois, o Boticas, na segunda vez que chegou à nossa baliza, marcou, numa falha clamorosa da nossa defensiva. Saímos para o intervalo a perder. Na segunda parte, sentimos que tínhamos menos tempo para chegar à vitória e notou- -se uma maior ansiedade nos jogadores. Conseguimos chegar ao empate e acreditámos sempre que era possível ganhar. Nos minutos finais, tivemos uma ponta de sorte e acabámos por marcar o golo que nos garantiu os três pontos. Sabíamos que o Boticas, apesar da classificação, tem uma equipa equilibrada, demostrando isso mesmo, no Monte da Forca. Mas, por tudo aquilo que fizemos e pelas oportunidades criadas, o Vila Real acabou por ter um final feliz e a vitória foi um justo prémio”.

 

Calina, treinador do Boticas

“Merecíamos o empate”

 

Conformado com a derrota, Calina salientou a boa prestação da sua equipa que “merecia, pelo menos, o empate, por tudo aquilo que produziu nos 90 minutos”.

“Perdemos, quando nada o fazia prever. Sofremos o terceiro golo para além dos oito minutos que o árbitro deu de descontos. Foi um bom jogo de futebol, onde a minha jovem equipa mostrou grande determinação e vontade, na conquista de pontos. É com esta atitude que temos encarado todos os jogos, mas a sorte não nos tem acompanhado. Defrontámos uma grande equipa que tem outra qualidade, mas trabalhámos, durante toda a semana, para conseguirmos, aqui, um resultado positivo. Ganhou o Vila Real, mas não é um resultado justo. Pelo que fizemos, merecíamos o empate. Quero dar os parabéns às três equipas que proporcionaram um bom espectáculo e as pessoas que vieram ao jogo não deram a sua tarde por perdida. Estou muito feliz com a prestação do Boticas e espero ainda festejar muitas vitórias, à frente desta jovem equipa”.

 

Márcia Fernandes

 

FICHA TÉCNICA

 

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca, em Vila Real.

Árbitro: José Ramalho.

Auxiliares: Bruno Pereira e Adriano Martins.

VILA REAL – Vieira; Leirós, Zé Monteiro, Miguel e Peixoto (Caniggia, 64’); Ernesto, Fraguito, Castanha e Nuno Meia; Gabriel (Palhares, 82’) e Luís Carlos (Pedro Alves 76’).

Suplente não utilizado: Carlos.

Treinador: Luís Pimentel.

BOTICAS – Varandas; Paulo (Na Fafe, 70’), Ambrósio, Abreu e Bessa; Adérito Alves, P.H. e Hernâni (Coelho, 68’); Oli, Alfredo e Gomes (Stephane, 56’).

Suplentes não utilizados: Nené, Caneca e Baby.

Treinador: Calina.

Cartões amarelos: Paulo (14’), Zé Monteiro (21’), Miguel (52’), Gomes (54’), Coelho (73’), Adérito Alves (74’), Pedro Alves (81’), Palhares (82’) e Ernesto (84’);

Cartões vermelhos: Stephane (87’); Alfredo (90+7’) e Nuno Meia (90+8’).

Ao intervalo: 1-2.

Marcadores – P.H (2’), Gabriel (33’), Hernâni (45’) e Zé Monteiro (75’ e 90+7’).

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