Domingo, 3 de Julho de 2022

Vitória tranquila

Num jogo que colocou frente-a-frente duas das equipas que estavam separadas por apenas dois pontos, no topo da tabela classificativa, o Vila Real acabou por vencer, com todo o mérito, a equipa do Pedras Salgadas. Nuno Meia foi a chave do êxito, ao marcar os dois golos do desafio. Luís Pimentel, técnico vila- -realense, teve […]

Num jogo que colocou frente-a-frente duas das equipas que estavam separadas por apenas dois pontos, no topo da tabela classificativa, o Vila Real acabou por vencer, com todo o mérito, a equipa do Pedras Salgadas. Nuno Meia foi a chave do êxito, ao marcar os dois golos do desafio.

Luís Pimentel, técnico vila- -realense, teve que operar algumas alterações no onze, com a lesão de Norberto e o jogo de castigo imposto a Ernesto. Para os seus lugares, entraram Leirós e Gabriel (este último regressou, após um período de ausência, devido a uma lesão contraída, logo no primeiro jogo da época).

Os “alvi-negros” entraram a toda a velocidade e cedo se apoderaram do meio-campo adversário, imprimindo grande velocidade nos flancos. Caniggia esteve em destaque, no lado esquerdo, onde conseguiu chegar, por várias vezes, à linha de fundo e cruzar, com perigo, para a área do Pedras. No entanto, o primeiro sinal de perigo surgiu do lado contrário: Castanha ganhou espaço e rematou forte, mas ao lado do poste da baliza de Gabi. Estava dado o aviso. Aos 8 minutos, Meia inaugurou o marcador. Grande jogada de entendimento entre Meia e Gabriel, este abriu para Caniggia que rematou forte, mas o guarda-redes Gabi conseguiu um primeiro alívio, mas, na recarga, apareceu Nuno Meia, a rematar para a baliza e a finalizar uma jogada com êxito que ele próprio tinha construído.

Com o golo madrugador, o Vila Real não baixou o ritmo e continuou a dominar totalmente o centro nevrálgico do terreno de jogo. Esse domínio culminou na ampliação da vantagem, ao minuto 18. Mais uma vez, o inevitável, Nuno Meia, com a mesma orquestra atrás. Gabriel abriu, na esquerda, para Caniggia, este foi à linha de fundo, cruzou rasteiro para Meia aparecer, ao primeiro poste, e a desviar, para o fundo da baliza. Tudo simples e fácil para os vila-realenses que conseguiam, assim, uma preciosa vantagem, nos minutos iniciais do encontro. A vencer por duas bolas, os homens da casa desaceleraram e o Pedras tentou chegar à baliza de Vieira. Apenas conseguiu criar algum perigo num remate de Bruno, decorria a meia hora de jogo. Dois minutos volvidos, alguma atrapalhação na defensiva caseira que Toninho aproveitou, para efectuar um remate perigoso, mas a bola acabou por sair ao lado do poste. Mostrou pouco a equipa comandada por Filipe Sousa, no decorrer de toda a primeira parte.

Com uma vantagem confortável, o Vila Real tentou jogar em contra-ataque, aproveitando a subida do Pedras Salgadas. Gabriel falhou o terceiro golo, de forma incrível. Tentou chegar com a bola à baliza, quando poderia ter rematado, só com o guarda-redes pela frente. Já sobre o intervalo, Gabriel, numa excelente iniciativa individual, ultrapassou vários adversários, oferecendo o golo a Caniggia, mas este colocou mal o pé e a bola saiu, sobre o travessão.

O técnico do Pedras Salgadas, Filipe Sousa, foi para os balneários a pensar numa estratégia para anular a desvantagem desconfortável. Continuou a apostar nos mesmos jogadores, para o segundo tempo, mas apenas a vontade não chega para se inverterem resultados. É necessário bastante mais. O Vila Real continuou a jogar tranquilamente, não concedendo espaços ao adversário. A segunda parte foi bem menos interessante que a primeira e a qualidade de jogo decaiu bastante. Apenas referência a dois lances. Pedro Alves fez um cruzamento tenso para a entrada de Meia, mas o remate saiu a rasar o poste. Mais uma vez, o jovem avançado apareceu, solto, ao segundo poste, sem oposição da defensiva forasteira.

Aos 80 minutos, verificou-se o único lance em que o Pedras esteve perto do golo. Houve um livre, a bola foi levantada para a área, Vieira falhou a intercepção, mas valeu a rápida intervenção de Zé Monteiro que conseguiu retirar a bola da zona perigosa.

A vitória da equipa da casa é inteiramente justa, uma vez que o Pedras não apresentou argumentos para contrariar o favoritismo dos vila-realenses. Os “alvi-negros” entraram confiantes e conquistaram mais três pontos que os colocam isolados no comando do campeonato. Agora, o campeonato vai parar, para dar lugar às míticas corridas, no revitalizado circuito vila-realense e, no próximo jogo, agendado para o dia 14, o Vila Real desloca-se a Santa Marta de Penaguião.

 

 

Luís Pimentel,

treinador do Vila Real

“Vencemos com tranquilidade”

 

Satisfeito com o resultado, Luís Pimentel salientou o bom jogo da equipa, apesar de todas as limitações que o plantel tem, quando alguém é castigado ou fica lesionado.

“Entrámos muito fortes e rapidamente chegámos à vantagem. Foi mais uma boa vitória da equipa que conseguiu controlar o jogo durante os 90 minutos. Sabíamos que íamos ter um jogo difícil, mas, com os dois golos marcados cedo, tudo ficou mais fácil. Foi só gerir o tempo. Tivemos várias oportunidades para ampliar a vantagem, mas, por ineficácia, não o conseguimos. Temos que aumentar os índices de eficácia no ataque, para não haver margem para erros. Há que salientar que a equipa do Pedras veio aqui para discutir o resultado, mas nós fomos superiores e vencemos, com tranquilidade.

Apresentámos algumas condicionantes, com poucos jogadores no banco, mas é com estes que temos que contar, até ao final. Há que manter a serenidade e lutar para alcançar bons resultados, com o plantel que temos”.

Filipe Sousa, treinador

do Pedras Salgadas

“Parabéns ao Vila Real”

 

O treinador do Pedras Salgadas estava conformado com o resultado, manifestando a satisfação pelo desempenho dos seus jogadores e pela qualidade da equipa adversária:

“Sabíamos que íamos ter um jogo difícil e acabámos por perder com um adversário bastante forte. Sofremos dois golos muito cedo e isso influenciou a nossa estratégia. Tentámos rectificar, ao intervalo, mas o último passe nunca saiu bem. Estou satisfeito com o trabalho dos meus jogadores que demonstraram empenho no jogo. Faltou-nos profundidade ofensiva. Quero dar os parabéns ao Vila Real que foi superior, acabando por ser um justo vencedor”.

Relativamente aos objectivos da sua equipa, referiu:

“O nosso objectivo é fazer melhor do que no ano passado, em que ficámos na 6.ª posição. O que vier acima disso será muito positivo, para a nossa equipa”.

 

 

Márcia Fernandes

 

FICHA TÉCNICA

 

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca, em Vila Real.

Árbitro: Marco Cardoso.

Auxiliares: Paulo Guerra e Adriano Martins.

VILA REAL – Vieira; Miguel, Zé Monteiro, Fredy e Caniggia (Luís Filipe, 81’); Leirós, Fraguito, Castanha e Gabriel (Pedro Alves, 64’); Nuno Meia (Palhares, 90+2’) e Peixoto.

Suplente não-utilizado: Tiago.

Treinador: Luís Pimentel.

PEDRAS SALGADAS – Gabi; Bruno, Luís, Toninho (Tiago I, 72’) e Arsénio; Ricardo (Guillaume, 65’), Rui, Júnior e Dani; Leitão e Eduardo.

Suplentes não-utilizados: Nuno, Tiago II e Cláudio.

Treinador: Filipe Sousa.

Cartões amarelos: Eduardo (22’), Júnior (42’), Castanha (72’) e Luís Filipe (86’).

Ao intervalo: 2 – 0.

Marcador: Nuno Meia (8’ e 18’).

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