Miguel e Cândido Rodrigues são dois irmãos com vários problemas de saúde, que viviam em duas casas paralelas sem as mínimas condições de habitabilidade. Sem água canalizada e com sinais visíveis de degradação, as duas casas começam a ganhar agora outro conforto, com a colocação de um novo telhado e novas janelas, as paredes rebocadas e pintadas, canalização feita e também uma nova instalação elétrica.
Apesar de os trabalhos requererem mais tempo para serem finalizados, Miguel Rodrigues, de 56 anos, está agora mais feliz com a “nova casa”, onde vive desde que nasceu. “A casa está a ficar mais bonita. Os jovens estão a fazer um ótimo trabalho e também são uma ótima companhia”, diz emocionado à reportagem da VTM, que esteve em Vilela da Cabugueira, no concelho de Vila Pouca de Aguiar.
Sem esta ajuda, estes dois irmãos não iriam conseguir fazer as obras, por isso não se cansam de agradecer às pessoas que se lembraram deles. “São jovens muito simpáticos que também nos fazem companhia nestes dias, pois estamos sempre aqui sozinhos”, revela o irmão mais falador, Miguel. Já Cândido, que perdeu uma perna num incêndio na própria casa, é menos expressivo e não gosta de aparecer, mas reconhece que sem a ajuda destas pessoas a vida “era ainda mais difícil”.
TRABALHO DURO
Nesta habitação trabalham diariamente seis jovens voluntários, orientados por dois mestres de obra, que dão as indicações sobre como devem fazer.
Uma das voluntárias é Constança Vasconcelos, de 24 anos, que veio de Lisboa e está pela segunda vez no concelho aguiarense, numa experiência diferente, que está a correr “muito bem”. “É um campo cheio de energia, bom ambiente, mesmo quando tivemos de reduzir as equipas, devido à pandemia”.
O trabalho começa cedo e é duro para quem não está habituado, como o jovem voluntário Guilherme Monteiro, de 20 anos, que mesmo assim mostra-se muito feliz por poder ajudar quem mais precisa. “Está a ser muito gratificante. É bonito de ver que servir os outros, é a melhor forma de contribuir para a nossa própria felicidade”.
Apesar de reconhecer que não é um trabalho fácil, que exige muito esforço físico, este voluntário, que veio de Lisboa e estuda para ser engenheiro mecânico, sublinha a ajuda dos mestres de obra, que “são fundamentais”. “É muito trabalho braçal, pintamos, chapamos massa, fazemos tudo o que é preciso”, disse, adiantando que no final é gratificante ver que alguém fica feliz com o resultado final. “Acima
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