Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

A 19 de março comemorou-se o dia dos Assistentes Sociais

Uma profissão com uma intervenção transversal no âmbito dos direitos 

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Situamo-nos num mundo em constante mutação, numa sociedade globalizada e democratizada. O Serviço Social é uma disciplina das ciências sociais e humanas, que é interpelada quotidianamente, com a necessidade de investigar métodos e técnicas de intervenção ajustadas às novas e complexas realidades sociais, geradas quer pela globalização, quer pelas crises económicas e financeiras internacionais. Exige-se, também, alterações naqueles que são os paradigmas mais tradicionais na ação dos profissionais, com vista a encontrar formas mais ajustadas e eficientes para resolver novas “situações-problema”.

Nas instituições em que se enquadram, são exigidas aos profissionais práticas diligentes e eficazes (“soluções impetuosas”) para problemas multifacetados e de complexa resolução. Nos grupos da população que atendem inserem-se agora indivíduos e famílias que outrora se situavam num grupo social tido como “privilegiado” –a dita classe média-, as quais se conservavam fora do sistema de proteção social (sem necessidade de a ele recorrer). Paralelamente, os profissionais continuam a trabalhar com os grupos da população socialmente mais desfavorecida, que subsiste e perpétua, por motivos relacionados com as causas multidimensional e geracional da pobreza e da exclusão social. 

Estas novas realidades enfatizam complexidades acrescidas na intervenção, desafios que suscitam aos assistentes sociais necessidades de formação especializada em áreas transversais da sua atuação, com o objetivo desvendarem meios de superação e de resolução de problemas estruturais. 

Numa sociedade plural e aberta aos vários subsistemas, o seu trabalho dos Assistentes Sociais encontra-se agora mais exposto, sendo regularmente alvo de um maior escrutínio na esfera pública (no média). Esta realidade não é necessariamente negativa, já que os profissionais da comunicação têm compromissos- o direito e o dever de informar, ação tão fundamental para o sistema democrático. 

A classe tem uma reivindicação que conta há já mais de 15 anos- a Ordem dos Assistentes Sociais-. Na Assembleia da República continua a ser debatido o processo da sua criação, que esperamos que em breve chegue a “bom termo”, ou seja, a sua Aprovação. 

Esta não é só uma exigência dos Assistentes Sociais, mas, é também, um imperativo da sociedade e das pessoas a quem servimos e que estão na base da nossa existência como profissionais dos Direitos Humanos.

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