Não só ao nível de uma implacável rotatividade (a qual, na verdade, mais uma vez, ainda se confirmou) de maioria absoluta de um só partido que nos tem regido nestas décadas em democracia, mas também ao nível das lideranças políticas. Neste ponto, Passos Coelho apareceu como um líder que, pelo menos, trabalhou para a diferença. Neste sentido, disse, desde muito cedo, ao que vinha, não se escondendo em tradicionais e ilusórias retóricas políticas (um bom exemplo da continuação de um “modus faciendi” desgraçado aconteceu na própria noite eleitoral com António José Seguro, o qual não conseguiu manter a satisfação da derrota do seu partido, autoproclamando–se, à saída de um elevador do hotel, candidato a líder).
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