As reformas

Como país com oito séculos de história responsável e credível não podemos deixar de cumprir as nossas obrigações. Todos temos que interiorizar que sem ajuda Portugal não tem dinheiro para sobreviver. Vivemos todos estes anos numa mentira, endividámo-nos, até que os nossos financiadores/credores disseram BASTA!

Agora exigem-nos garantias para nos emprestarem mais dinheiro. O auxílio que pedimos às instituições internacionais, FMI, Banco Central Europeu e União Europeia, trouxeram-nos a troika que veio avaliar a nossa real situação económico-financeira e propor as reformas consideradas absolutamente necessárias para nos salvarmos. A aceitação destas reformas era, como foi, condição essencial para nos emprestarem dinheiro para podermos continuar a viver, ou seja, para podermos comer, para importarmos tudo o que necessitamos para o nosso dia-a-dia como a energia e o petróleo, para recebermos ordenados e pensões ao fim do mês, enfim para tudo o que é fundamental ao funcionamento do país.

Três partidos políticos, os maiores e mais importantes, concordaram e assinaram o programa

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