Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021

Do orçamento à dívida

É triste e não deixa de ser uma vergonha para os portugueses terem deixado o País chegar ao estado em que chegou. Jogue-se a culpa na crise mundial, como quer o governo – e a crise trouxe, sem dúvida, consequências adversas para todos – ou reclame-se das fraquezas estruturais da economia da Península, a verdade é que Portugal, para além de não ter feito “o dever de casa” e, por isso, há 10 anos que não apresenta crescimento na economia, convenceu-se de que da Europa receberia não só as indulgências para a transgressão aos critérios de Maastricht, mas, principalmente, os recursos de que precisasse para cobrir os desequilíbrios por gastar acima das suas possibilidades.

-PUB-

Os dirigentes políticos deram com os burros na água, como se costuma dizer. E a situação foi-se deteriorando com tanta intensidade que o País, é hoje, na zona do euro, se não o que mais preocupa, pois os cenários da Grécia e da Irlanda também não são nada brilhantes, aquele que surpreende negativamente pela derrapagem para um possível “default” nos pagamentos da dívida.

Nos últimos tempos, os vectores da análise da situação portuguesa apontaram para dois problemas, um e outro por causa da “asfixia” que podem provocar de imediato: o desequilíbrio nas contas públicas e o endividamento externo.

A gestão financeira do actual governo tem sido um desastre – e daí as dificuldades encontradas para

Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.

Se já é PREMIUM,
Aceda à sua conta em

Mais Lidas | opinião

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.