Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Encerrar escolas prejudica o interior

Ninguém duvida que a intenção do Governo, através do Ministério da Educação, de encerrar mais uma vez escolas em muitos concelhos, tem uma forte repercussão nas dinâmicas sociais e educativas do interior do país e, particularmente, nas áreas rurais. Diz-nos o senhor ministro que “a reorganização não tem custos diretos para o Estado”, querendo referir-se aos financeiros, e aquilo que verdadeiramente o move, é “dar melhores condições de educação e sociabilização aos alunos”. Também ficamos a saber pelo organismo que dirige, que o processo está a ser alvo de uma avaliação, embora não seja impeditiva da prossecução desta “política de racionalização”. Então, não será estranho e desarrazoado que se aja antes de se avaliar?

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Na defesa do encerramento e da concentração de crianças, enfatiza o senhor ministro Crato, que esta crianças intervencionadas e assim reunidas adquirem “uma diversidade de experiências” que lhes permitirá melhor socialização e conhecimento, porém, esquece outros fatores propiciadores do sucesso educativo, como sejam, as horas de sono das crianças, a alimentação e o afastamento da família e do meio social e ambiental.

A concentração das crianças fruto de uma contínua baixa da população escolar resultado do despovoamento e da natalidade, tornou em muitos casos inevitável. Porém, este é um assunto demasiado sério que não se compadece com precipitações, com políticas de régua e esquadro, em que é visível uma uniformidade alunos por turma, não contemplando assim

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