Esta segunda-feira é dia de greve da função pública. Um pouco por todo o país, há vários serviços afetados, sobretudo nos setores da educação e da saúde.
A nível nacional, e de acordo com dados da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap), às 09h45, a adesão à greve rondava os 80%.
Contudo, em Vila Real, esse impacto não se faz sentir. A VTM esteve nas várias escolas da cidade, bem como nos centros de saúde e também no hospital. Ao que foi possível apurar, estava tudo a funcionar normalmente, apesar de um ou outro profissional ter aderido à greve.
“Muitos não sabiam que hoje havia greve”, disseram-nos, admitindo que, durante a tarde, o cenário pode mudar, porque pode haver mais gente a aderir.
Entre os motivos que levaram à convocação desta greve estão os atrasos na avaliação de desempenho dos trabalhadores da Administração Pública, a criação da carreira de técnico auxiliar de ação educativa e um reforço das contratações para o setor da saúde.
No que diz respeito à avaliação de desempenho, a Fesinap defende a revisão do Sistema integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), considerando que o atual sistema é “injusto”.
A revisão do SIADAP é um dos pontos que consta do novo acordo plurianual para a valorização dos trabalhadores da Administração Pública assinado em janeiro entre o Governo, a Fesap e o STE, estando o início das negociações previsto para o segundo semestre deste ano.




