Impunidade

Não pretendo através deste texto entrar nos meandros do comentário político. Se isso me é permitido, pretendo apenas fornecer algum alimento às sãs consciências. Já há muitos anos que vivo num País que dá pelo nome de Portugal, mas que para mim tem dimensões bem mais reduzidas do que para o comum dos cidadãos. Neste meu pequeno País não existem corruptos, mentirosos, gastadores, caloteiros, safados, hipócritas, nem políticos. Será que vivo numa pequena quinta? Não, caro leitor é com grande satisfação que todos os dias convivo e trabalho com muito boa gente que trabalha, trabalha, trabalha e procura honestamente, dia a dia, criar riqueza para que este País progrida e haja bem estar com a tal riqueza para distribuir. É muito bom ser marginal em relação àquilo que não cremos e não gostamos.

É um privilégio e dá um grande prazer ser cidadão deste meu pequeno País. Partamos agora à procura dum País, ali do sul da Europa, que dá pelo nome de Portugal.

Consta-se que por mero oportunismo se enfileirou no plutão da frente e aderiu ao euro. Mas há quem diga que ao ponto a que já nessa altura tinha chegado teria de pendurar-se em alguém, uma vez que pelos seus próprios meios já não ia a lado nenhum.

Como as empresas não aguentariam o impacto, os tais donos do regime permitiram que estas se financiassem nas contribuições para a Segurança Social e posteriormente nos impostos do fisco. Muitas empresas aguentaram-se alguns anos não suportadas na riqueza que

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