Longe vai o tempo em que o homem não era escravo do tempo. Sê-lo-ia de um senhor feudal, ou de outro qualquer, mas o tempo não tinha sobre a sua vida o ferrete de algo que nos condiciona, nos gere e nos oprime. Eram tempos em que o tempo se media pelo nascer e pelo pôr-do-sol. Pelo meio rolava a vida sempre igual. O dia era luz, a noite escuridão. O dia era trabalho, a noite descanso. Assim, ano após ano, décadas a fio, séculos neste vaivém.
Depois, um dia, subitamente, um génio inventou o relógio, e ao julgar que criara um mecanismo que ajudaria o Homem no seu desenvolvimento, mal ele sabia que lhe
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