O novo Ministério da Educação

Os tambores ressoaram para os lados da 5 de Outubro, na cabeça de Nuno Crato, o novíssimo ministro da Educação. Aliás, o pensamento pedagógico administrativo do crítico do eduquês que nos tem guiado ao longo destes anos já há muito absorvia retumbantes esgares de mudança. Com efeito, parece crescer um novo paradigma referencial alicerçado em meia dúzia de palavras: rigor, independência, avaliação, exames, valoração profissional. Na verdade, não serão precisos muito mais vocábulos para se desenhar uma efectiva mudança no sistema educativo do país.

Convém, no entanto, evitar algum deslumbramento decisório, o qual pode resultar num certo grau de ensandecimento. Neste último ponto – o da credibilização da classe docente – o principal posicionamento legislativo direcciona-se para a prestação de provas, a qual permitirá (ou não) o acesso à carreira docente. A meu ver, nada a opor. Contudo, será mesmo necessário aferir a vertente cognitiva dos candidatos? Não será antes imprescindível refundar os cursos universitários das imensas universidades e institutos e escolas superiores (de educação, proeminentes em eduquês) que têm arriscado a formação dos futuros professores? Para além disso, não será demasiado perverso colocar em causa, em duas ou três horas de examinação, o trabalho de quatro ou cinco

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