Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Protestos Complexados

No momento em que escrevo, a Ponte 25 de abril continua de pé e todas as informações me indicam que o “pacote” que entupiu Lisboa era apenas roupa suja. Bom, não sei se era suja. Mas era roupa. Supus apenas que, a deitar-se roupa fora, esta estivesse suja. É criatividade minha pensar assim, tal como pode ser mero exercício de criatividade tentar adivinhar os motivos para se lançar um saco com roupa na ponte que é um dos principais eixos viários do país. Saudosos os tempos em que só se atiravam trapos para as bermas das estradas nacionais. E atiravam-se fogões e sofás também mas não quero estar a dar novas ideias.

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Desconhecidos que são ainda os motivos da roupa na Ponte, inicialmente veio o medo de um atentado. A ameaça. Ela paira sobre as nossas cabeças. A ameaça, o atentado, o protesto. Pode ser simplesmente o atraso civilizacional de alguém que abre a porta do carro para atirar coisas lá para fora, mas o protesto surge sempre à cabeça como a primeira justificação. Porque o protesto é útil, é muitas vezes violento e, outras tantas, estapafúrdio.

Na categoria dos estapafúrdios coloco o protesto da jovem Josephine Witt que, sem contemplações mas com brilho de confetes, se atirou para cima da mesa de Mario Draghi, algo que seria natural num bar de alterne, não o sendo tanto numa

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