São 12 milhões de euros para os viticultores do Douro que, “em resultado das atuais condições de mercado”, não têm como escoar a produção desta campanha.
COMO SE FAZ A CONTA
O apoio é uma subvenção não reembolsável de 1.125 euros por hectare de vinha em exploração, multiplicada por um “coeficiente de não colheita”. Esse coeficiente resulta da divisão da produção que ficar por colher pela produção máxima por hectare que o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) fixa para a Região. Dito de outro modo: 1.125 euros é o tecto, e só o recebe por inteiro quem deixar na vinha toda a produção que o Instituto considera máxima.
A produção não colhida mede-se contra a produtividade média de referência de cada viticultor, que é a média das cinco campanhas anteriores. Quem iniciou a atividade este ano, e quem em alguma dessas cinco campanhas excedeu o rendimento máximo por hectare, passa a ser medido pela produtividade média da Região e não pela sua.
Rui Paredes, presidente da Casa do Douro, traduz a conta na unidade da terra: “375 euros e no limite máximo de três pipas por hectare, ou seja, 1.125 euros”.
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