Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

45º Circuito Internacional de Vila Real

As corridas de Vila Real são mote para uma edição especial dedicada ao 45º Circuito Internacional, que este ano conta uma prova como o WTCC e consequentemente uma projeção mundial.

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Corridas fazem “acelerar” a economia durante três dias

Stocks reforçados, mais funcionários, promoções especiais e até animação. Os comerciantes da zona do PADDOCK há mais de uma semana que têm vindo a preparar-se para um evento que promete ser em grande

 

As Corridas de Vila Real já costumam ser uma “bolsa de oxigénio” para muitos comerciantes, com a internacionalização as expectativas são acrescidas. A preparação daqueles que estão “em cima do acontecimento” envolve uma forte logística para que sejam capazes de assegurar a maior fatia possível dos cerca de 3,5 milhões de retorno financeiro direto que se calcula para a cidade.

José Costa, proprietário do restaurante Meia-Laranja II, é um dos empresários que está expectante em relação ao fim de semana.Aliás, reconhece que abriu o segundo estabelecimento (que tem o mesmo nome da primeira casa, inaugurada em 1989), há dois anos, não só, mas também, a pensar nas corridas. “Vai haver um reforço sobretudo ao nível do stock de bebidas e vamos ter mais funcionários”, revelou o proprietário do restaurante, que tem como “assinatura” as francesinhas.

Um passo ao lado está o Cenáculo dos Leitões, que, como o nome indica, vai propor aos visitantes o leitão como sua especialidade, mas também os grelhados. “Estamo-nos a preparar mais do que no ano passado, porque esperamos muito mais gente”, revelou Edmundo Dinis, confiante de que a internacionalização vai elevar a fasquia em termos de visitantes durante os três dias.

José Borges não tem um, nem dois, mas três estabelecimentos comerciais ligados à restauração sob a sua responsabilidade nas proximidades do PADDOCK. Além do Café Campeão e do JB Bar, ainda tem a concessão do café-concerto do Teatro de Vila Real. “Estamos muito otimistas e temos que ter um cuidado acrescido porque estamos mesmo em cima do acontecimento”, explicou.

Além do reforço de pessoal e dos stocks, o empresário vai ainda promover animação nos seus espaços, com DJ’s e música ao vivo, deixando a certeza de que nos seus estabelecimentos serão feitos todos os esforços para “mostrar que sabemos receber bem”.

Mas nem todos podem ter a sua porta aberta praticamente onde arrancam as viaturas, e alguns comerciantes da zona, embora um pouco mais afastados, também encetaram as suas estratégias para se darem a conhecer àqueles que vêm de fora. “Vamos distribuir folhetos pelo circuito, sobretudo na zona do PADDOCK, com mapas a indicar como chegar ao nosso restaurante”, explicou Joaquim Costa, proprietário do Restaurante Grill O Costa, que, localizado no bairro Vilalva, ainda preparou um “Menu Corridas”, no qual não poderia faltar a vitela Maronesa, raça típica da região do qual é representante oficial.

“Queremos estar de corpo inteiro nos principais projetos e eventos desenvolvidos pela cidade”, sublinhou Horácio Negrão, gerente e proprietário do CAISDAVILLA, restaurante situado na zona da Estação que, além de um menu criado especialmente para o evento, ainda vai promover “os encontros CAISDAVILLA ao final do dia, das 18h30 às 19h30, uma happy hour com oferta de um Porto tónico”. Nos dias 10, 11 e 12 de julho o restaurante vai estar em funcionamento com um horário alargado, das 12h00 às 2h00”.

Maria Meireles

Duzentos pilotos distribuídos por sete provas lutam pelo melhor lugar no pódio

Tudo a postos para o 45.º Circuito Internacional de Vila Real em que vão estar presentes cerca de duas centenas de pilotos integrados em sete provas que fazem parte desta 45.º edição, que decorre de 10 a 12 de julho.

A cidade de Vila Real está “vestida a rigor” para acolher as corridas, que este ano incluem o Mundial de Carros de Turismo (WTCC), uma prova da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que promete colocar Vila Real novamente no mapa dos grandes circuitos urbanos internacionais.

Ao longo de três dias, a festa do automobilismo está garantida, com muita adrenalina em pista e fora dela, tal é o impacto que este evento está a ter a nível de toda a região Norte, devido ao WTCC, a prova rainha que vai ser disputada por 20 pilotos, que voltarão a Vila Real pelo menos nos próximos dois anos, uma vez que o WTCC está garantido até 2017, depois de a Câmara do Porto ter suspendido a realização do Circuito citadino da Boavista.

Os restantes pilotos irão participar no Trofeo 500, Desafio Único, Legends Classic Cup, Campeonato Nacional de Clássicos Circuitos 1300, Campeonato Nacional de Velocidade e Campeonato Nacional de Clássicos Circuitos.

Para o presidente da FPAK, Manuel Mello Breyner, a chegada do WTCC foi “um grande salto” para este circuito e é “ótimo para Portugal” ter uma prova do campeonato do mundo de carros de turismos. “Portugal é um caso único, pois num país pequeno como o nosso, passam por cá três das cinco que a FIA organiza a nível mundial”.

Este responsável frisou ainda a importância dos campeonatos nacionais que ao longo dos anos conseguiu manter o circuito de Vila Real e chegar até aqui, com esta grande prova internacional. “Esperemos continuar a melhorar em 2016 e 2017, com algumas surpresas que tenho para desafiar ao meu amigo presidente da câmara, Rui Santos. São desafios complicados, mas nós gostamos de metas difíceis de concretizar”.

Manuel Mello Breyner relembrou que a sua primeira vitória no karting foi em Vila Real, onde veio a triunfar mais tarde no automobilismo. O presidente da FPAK sublinhou ainda que este circuito é “muito competitivo” sendo um dos melhores da Europa. “Paixão, competitividade e adrenalina são ingredientes ideais e é isso que os pilotos gostam. No final da prova é isso que vamos ouvir das principais equipas de fábrica que por aqui vão passar”.

A programação do evento arranca hoje, quinta-feira, com um desfile dos pilotos do WTCC pela cidade de Vila Real, que depois seguem para a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro onde vão apadrinhar o Jardim Botânico. Um dos momentos altos deste primeiro dia é uma passagem dos concorrentes pelas antigas boxes do histórico circuito de Vila Real, que estão agora de cara lavada, numa ideia dos jovens que integram a Casta Dura. “Faço um apelo para que as pessoas apareçam, já que podem ter aqui o primeiro contacto com os pilotos e será ainda uma forma de mostrar que os vila-realenses gostam mesmo de corridas”, refere Francisco Vieira e Brito, da Associação Promotora do Circuito Internacional de Vila Real (APCIVR), adiantando que a comitiva de pilotos segue para a praça do município para um porto de honra e uma sessão de autógrafos.

Recorde-se que, o Circuito de Vila Real nasceu em 1931, incluído no programa das festas da cidade, muito graças ao empenho que algumas personalidades locais, entre as quais Aureliano Barrigas, o verdadeiro impulsionador das corridas na cidade transmontana.

Depois de algumas interrupções durante a II Guerra Mundial, o circuito foi ganhando escala com milhares de pessoas a visitarem anualmente Vila Real para assistir às corridas de automóveis, que eram consideradas um dos maiores eventos de Trás-os-Montes e Alto Douro”. A época de ouro decorreu no final dos anos 60 e início da década de 70, até que em 1991 houve um grave acidente que tirou a vida a quatro pessoas e as corridas foram canceladas definitivamente.

Em 2007, o circuito foi retomado, com uma pista mais reduzida, mas só se realizaram quatro edições. Voltou no ano passado por iniciativa do atual executivo camarário e da APCIVR.

 

 

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