Sábado, 4 de Dezembro de 2021

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

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O jornal A Voz de Trás-os-Montes organizou, nas suas instalações, um debate com os candidatos ao Município de Vila Real, que foi transmitido, em direto, na rede social “Facebook”. A iniciativa tinha como objetivo ajudar a esclarecer os vila-realenses e, em particular, os leitores e seguidores da VTM, relativamente aos temas mais prementes desta campanha. No referido debate, o candidato do PS, Rui Santos, iniciou a sua intervenção proferindo algumas acusações ao jornal A Voz de Trás-os-Montes, à sua equipa, e a alguns dos seus colaboradores de opinião.

Acusações
O candidato declarou que foi verificar as publicações feitas na conta da VTM no Facebook, entre 20 de agosto de 2021 e 17 de setembro, e apresentou as seguintes contas: “Neste período fizeram 19 publicações do PSD contra nove publicações do Partido Socialista, que lidero”.

“Durante os últimos anos acolheram no seio do jornal, sob a forma de artigos de opinião travestidos, ataques, insultos, acusações de membros da direção do PSD local à minha pessoa e àqueles que me acompanham na equipa da autarquia”, disse Rui Santos, que terminou a sua intervenção afirmando que “estou aqui porque amo a democracia, o debate e não tenho, rigorosamente, receio nenhum de fazer debates com quem quer que seja”.

Factos
No período em causa (20 de agosto a 17 de setembro de 2021), considerando as forças partidárias (PS e PSD) mencionadas pelo candidato, e após uma análise detalhada das publicações da VTM na rede social Facebook, contabilizam-se sete publicações com referência ao PS de Vila Real e ao candidato Rui Santos; e seis que mencionam a candidatura “Vila Real à Frente” (PSD/CDS/Aliança) e o candidato Luís Tão. Estes dados são públicos e podem ser consultados por qualquer pessoa.

Não vislumbramos onde foi o candidato Rui Santos encontrar os números que mencionou, para imputar à VTM uma suposta falta de equidade no tratamento das campanhas das candidaturas do PS e do PSD. Ainda que pudesse ser verdade (que não é!), a análise do somatório não pode ser efetuada levianamente, além de que deve ter em conta o princípio constitucional de Liberdade de Imprensa, que, goste-se ou não, a VTM é livre, imparcial, objetiva e imune a qualquer tentativa de controlo e manipulação.

Já agora, acrescente-se: nos últimos quatro anos (outubro de 2017 a setembro de 2021), Rui Santos foi protagonista ou referência em cerca de 400 peças jornalísticas produzidas pela VTM. A Voz de Trás-os-Montes foi o jornal que mais notícias publicou das atividades do Município de Vila Real, nos últimos quatro anos. Mais uma vez, estes dados são públicos e podem ser consultados por qualquer pessoa.

Liberdade de opinião
Noutra acusação, Rui Santos alegou a existência de colaboradores de opinião ligados à direção do PSD local e que lhe dirigem “ataques pessoais e à sua equipa”. Nunca, em momento algum, a VTM interferiu nos textos de opinião dos seus colaboradores, porque a responsabilidade sobre os mesmos é dos seus autores. Sempre respeitamos, e continuaremos a respeitar, a liberdade de expressão. Acrescente-se que existem, no espaço de opinião, colaboradores de outras correntes partidárias, nomeadamente do PS, mas nunca a questão partidária foi critério exclusivo para a colaboração nesta secção.

No que diz respeito às críticas ou acusações que possam ter sido feitas ao Presidente da Câmara de Vila Real, ou a outros elementos da mesma, em textos de opinião publicados na VTM, lembramos Rui Santos de que essa é uma circunstância própria, mesmo desejável, da vivência em Democracia. A liberdade de expressão, que implica a possibilidade de se criticar os representantes do Poder, seja ele qual for, é um elemento absolutamente indispensável em qualquer Democracia. De resto, todos os cidadãos podem dispor do Direito de Resposta, quando sintam, por exemplo, que a sua reputação foi injustamente posta em causa. Direito que o próprio Rui Santos usou, em 6 de janeiro de 2021, em resposta a um artigo de opinião publicado neste jornal, tal como veio a fazer outro elemento da autarquia, em 3 de março.

Há menos de um mês, o candidato Rui Santos expressou, à VTM, o seu desagrado com um artigo de opinião. Foi-lhe dito que poderia utilizar o Direito de Resposta, para responder às acusações que lhe tinham sido feitas. Porém, entendeu não o fazer.

Direitos fundamentais
Atitudes de homens políticos como aquela que Rui Santos assumiu no debate contra a VTM põem em causa direitos fundamentais que estão consagrados na Constituição Portuguesa, a “liberdade de imprensa” e a “liberdade de expressão”.

Valores
A forma deselegante como Rui Santos proferiu as suas acusações, que, além de falsas e erróneas, são profundamente caluniosas para o bom nome do jornal, e consubstanciam uma tentativa de intimidar e condicionar o trabalho d´ A Voz de Trás-os-Montes, bem como a intenção de interferir na política editorial e na independência que o exercício do jornalismo exige. Mas a Voz de Trás-os-Montes, com uma história de quase 74 anos, pauta-se pela seriedade, isenção, transparência e liberdade. São valores de que não abdicamos, em momento algum.

A Voz de Trás-os-Montes prosseguirá o seu trabalho em defesa do interesse público e sem qualquer tipo de cedências a pressões ou outras tentativas de condicionamento.

A democracia não se apregoa, pratica-se.

A Administração da Letras Dinâmicas, Lda.
Samuel Cunha e João Vilela

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