Temos esta mania de nos chegarmos ao barulho e à confusão, uma espécie de masoquismo que nos sublima o sofrimento em prol dum pretenso progresso que dizem morar somente nessas urbes enxameadas de gente. Nesta lógica de mel coado, tudo o que brota do interior é mísero e retrógrado, e tudo o que se gera nas capitais do aperto é rico e moderno. E, em busca dessa quimera de riqueza e vanguarda, os filhos deste país correm desenfreados até ao limite da terra, cheiram o mar e dizem: – Agora sim! Cheguei ao meu destino!
Depois é que são elas, com o frenesim das cidades loucas e a descoberta de que, afinal, tinham perdido a liberdade,
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