IgrejaA meio da Quaresma

A meio da Quaresma

Um bom administrador é aquele que, de quando em vez, pára e vai fazendo contas à vida, nos vários aspectos que o próprio traçou ou Alguém lhe propôs, com caridade e amor e com autoridade própria – d’Ele.

Há cerca de um mês, escrevi uma “mensagem amiga”, chamando a atenção para o tempo da Quaresma que se aproximava. Tentei fazer uma ligeira reflexão, onde, nos afazeres da vida, cada vez mais stressada para o geral das pessoas, fizéssemos uma paragem para pensarmos do que “não só vive o homem” (e este pão já vai escasseando, demais, na casa de muitas pessoas) “mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. É mesmo assim, pois o Senhor Jesus disse que “qualquer palavra dita não volta a Ele sem levar o fruto que Ele quis colher quando lançou, como semente, a sua Palavra”!

Ora, ai de quem ouviu a Sua Palavra ou a devia ter ouvido na celebração da Eucaristia dominical, e não produziu a qualidade do fruto que Ele, como todo o direito, esperava!

Vamos a meio da Quaresma! Fizemos algo “de bom” que nos tornasse melhores? Isto é, que nos ajudasse a prepararmo-nos para a celebração activa da próxima Festa da Páscoa? Este é o “grande mistério” da nossa redenção, sem o qual não valeria a pena termos nascido. Dir-me-ão: mas não fomos nós que pedimos para nascer… Mas não foi tão bonito vermos a beleza do mundo que Deus criou?! Ele próprio, quando o criou, foi dizendo “que tudo era bom”! E os nossos pais, que foram os transmissores da nossa vida, como Ele quis: – “Crescei e multiplicai-vos” – não nos ensinaram qual era a vontade desse nosso Pai Celestial?! – Fôssemos baptizados, fizéssemos a 1ª comunhão, a solene com o crisma, nos confes- sássemos várias vezes para andarmos sempre na Sua graça e pudéssemos comungá-lO sempre que participemos numa Eucaristia; que, quando chegasse o tempo e com a prudente autorização dos nossos pais, pudéssemos iniciar o namoro como caminho para o casamento que deve ter a Sua Bênção, isto é, deve ser católico; que vivêssemos casados, segundo a vontade de Deus: “Crescei”; portanto dois esposos devem ter, ao menos, três filhos, que vivêssemos em paz e fôssemos fiéis!

Ora, temos feito assim? Temos cumprido os 10 mandamentos da Lei de Deus? Os 5 da Santa Igreja? Temos evitado os 7 pecados mortais e praticado as 7 virtudes opostas aos 7 pecados? Temos praticado as 8 bem-aventuranças? Temos praticado as 14 obras de Misericórdia: 7 corporais e 7 espirituais?

Estamos a prepararmo-nos, a sério, para celebrarmos, o mais festivamente possível, interior e, porque não, exteriormente, o maior Mistério da nossa fé: a Paixão e Morte de Cristo, a Sua maravilhosa Ressurreição, completa com a Sua Ascensão aos Céus, em Corpo e Alma, onde está à direita do Pai! Este é o maior Mistério da nossa Redenção e Salvação Eterna!!!

Depois do Dia de Páscoa, este Mistério repete-se sempre que se celebramos a Eucaristia, principalmente aos domingos e Dias de Preceito. Nestas Celebrações, repete-se (repetem-se) este(s) Mistério(s) e, como bons católicos, seres inteligentes e lógicos, devemos estar espiritualmente preparados para recebermos, no sacrário do nosso coração, no presépio da nossa boca, na patena da nossa língua, Jesus Cristo Ressuscitado!!!

 

J. SILVA PINTO

Audi A6 Avant


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