A moda da minoria e a falta de respeito pela democracia

Minorias, protecção, revolta e protesto são palavras que vão preenchendo o nosso quotidiano. O respeito pelos direitos das minorias, que é uma base da democracia moderna, está a transformar-se na imposição de todas as vontades de certos grupos e grupelhos em Portugal, vendo-se, com maus olhos, todos aqueles que possam partilhar de opinião diferente. E quando assim é, começa a criatura a devorar o criador…

Um exemplo simples de como este raciocínio tem lógica é a recente polémica do casamento entre homossexuais. A instituição do casamento, de origem católica (quer queiram quer não, é um facto), pressupõe a união vitalícia entre homem e mulher. A lei civil adaptou o conceito de casamento para um contrato, mas não é um contrato como o de arrendamento ou um ALD, é um contrato diferente. Até há bem pouco tempo, era quase unânime na sociedade portuguesa que o casamento era um contrato que fidelizava a união entre um homem e uma mulher e, como se referia à união matrimonial entre duas pessoas, não poderia ser sequer comparado (pois este refere-se a pessoas e não

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