Começou a jogar futebol aos 8 anos no clube da terra, o SC Vila Pouca de Aguiar, onde permaneceu até aos Infantis. Depois foi para a Diogo Cão, onde uma lesão grave num braço o obrigou a deixar as balizas, já que era guarda-redes.
“Com 17 anos, foi convidado pelo professor José Maria e por Jorge Almeia para treinar as Escolinhas da Diogo Cão, onde acumulei com treinador de futsal. Depois, tive a oportunidade de ir para a Dragon Force, no Porto, como treinador estagiário, onde tive o meu primeiro salário”.
Decidiu andar pelo futsal, depois regressou novamente à Diogo Cão para treinar os Juvenis, onde surgiu a oportunidade de ser coordenador técnico na Associação de Futebol de Vila Real (AFVR), onde permaneceu oito anos. “Entendi que era altura de sair e procurar outros desafios. Após um ano de descanso, surge a oportunidade de ir para o Benfica. Através de um amigo em comum, conheci o Vítor Vinha. Fui treinador-adjunto nos Sub-23 e na Youth Ligue. Foi uma experiência fantástica de dois anos, mas vim embora por razões pessoais, em que fui pai. Ficou uma boa relação, mas também alguma frustração a nível profissional, porque poderia ser uma ótima oportunidade para mim”.
O objetivo principal era preparar jogadores para a equipa A. “Sempre foi a prioridade, mas a exigência de vencer no Benfica é uma constante em todos os escalões”.
Questionado sobre o que é preciso para se ser um bom jogador, Carlos Soares lembra a importância de o jogador perceber o jogo. “Ele é bom tecnicamente, mas hoje em dia a questão física é muito valorizada para ganhar duelos, assim como a questão mental, que tem cada vez mais preponderância. Mas é preciso haver um equilíbrio e veja-se o João Neves”.
O treinador destaca ainda a importância da “partilha” entre treinadores para se evoluir e crescer.
Carlos Soares está a ajudar a criar um núcleo na região da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol. “Estou a ajudar com a regulamentação e legislação, para ajudar os treinadores a evoluir, de uma forma concertada entre as associações de Vila Real e Bragança. Serão formações contínuas ao longo do ano para aproximar treinadores e as entidades. É uma forma de valorizar o treinador transmontano”.
Sobre o futuro, Carlos Soares espera voltar na próxima época. “A curto prazo gostaria de ter um bom projeto para começar a treinar em junho, mas o sonho de toda a gente é jogar Liga dos Campeões”.
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