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A transportar passageiros há quase 80 anos

A história da Auto Viação do Tâmega está ligada à de muitos flavienses que já usaram autocarros da transportadora para se deslocar.

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Fundada em 1944, a empresa de transporte de passageiros começou por servir o concelho de Chaves e há cerca de 40 anos expandiu-se para o restante Alto Tâmega, contando com filiais em Boticas, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar. Recentemente, alargou a presença para a Régua e tem o objetivo de, em breve, chegar a Lamego e Murça.

“As pessoas estão muito habituadas ao facto de a Auto Viação do Tâmega prestar um serviço à população”, afirma Pedro Barroco, responsável pela área financeira da empresa, que sublinha o impacto “nos postos de trabalhos, em especial no concelho de Chaves”, assim como junto de vários negócios locais, já que dão “primazia às empesas do concelho”.

Com 132 funcionários, que fazem, diariamente, cerca de 100 rotas, entre transporte escolar, expressos, regionais, inter-regionais e internacionais, as 150 viaturas transportam cerca de meio milhão de pessoas por ano, mas Pedro Barroco admite que a diminuição de passageiros se tem acentuado. “Nos últimos 10 anos, a quebra foi de cerca de 25% de estudantes e superior nos restantes passageiros”, refere, o que acredita estar ligado à perda de população e ao hábito de usar a viatura privada.

Há várias décadas que esta empresa liga a região a Lisboa, Coimbra, Porto, Guimarães e Braga, tendo, atualmente, uma parceria com a Rede Expressos.

As linhas com mais passageiros são as inter-regionais, mas também as regionais, em determinados dias.

DESAFIOS

“O futuro funciona em função da necessidade”, afirma o representante. Por isso, uma das apostas do setor será “o transporte a pedido”, acredita Pedro Barroco, especialmente “em zonas de interior, com menos passageiros e terreno mais desnivelado”.

Os principais desafios da empresa estão relacionados com os combustíveis, mas Pedro Barroco admite que a transição energética e descarbonização do setor dos transportes não será muito célere, primeiro porque as viaturas elétricas são muito caras e as movidas a hidrogénio não estão disponíveis e depois pelo facto de não haver uma rede de postos de carregamento eficaz. “Continuamos limitados, os nossos veículos são todos a gasóleo e o preço disparou abruptamente, desde o início do ano. Neste momento, os combustíveis são o maior custo da empresa, já ultrapassou o dos salários”, sublinhou, destacando, também, o aumento de outros componentes e materiais utilizados.

No entanto, o responsável espera algum alívio no próximo ano, com o alargamento do gasóleo profissional aos transportes de passageiros. “Para o setor seria uma alavanca financeira tremenda, que permitiria, no médio prazo, apostar na transição energética”, sustenta, já que se trataria de uma poupança de mais de 40 cêntimos por litro, numa empresa que gasta cerca de 2 milhões de litros por ano.

A empresa pretende ainda apostar numa transformação e diversificação do tipo de transportes, trabalhando mais com as empresas de turismo, agências de viagens, ou transfers de grupos. “Fazíamos pouco, mas é uma coisa que temos que explorar, ou rotas especiais, como na sexta-feira 13 para Montalegre e outros eventos”, conclui.

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