Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

Aberta discussão sobre o impacte ambiental do troço Vila Real-Bragança

Cerca de uma hora antes da inauguração do último troço da A24, José Sócrates marcou presença na cerimónia de abertura formal da Discussão Pública do Estudo de Impacte Ambiental do troço entre Vila Real e Bragança da A4, um processo que ficará concluído no dia 2 de Agosto e que antecede a abertura do concurso […]

Cerca de uma hora antes da inauguração do último troço da A24, José Sócrates marcou presença na cerimónia de abertura formal da Discussão Pública do Estudo de Impacte Ambiental do troço entre Vila Real e Bragança da A4, um processo que ficará concluído no dia 2 de Agosto e que antecede a abertura do concurso público para a sua construção, o que deverá acontecer, até ao final deste ano.

 

Até ao final deste ano, deverá ser lançado o concurso público para a adjudicação da construção do troço entre Vila Real (Parada de Cunhos) e Bragança (Quintanilha) da Auto- -Estrada 4 (A4), anunciou José Sócrates, no dia 24, altura em que foi aberta a discussão pública sobre o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) daquela via que, com 134 quilómetros, é já conhecida como a estrada da “solidariedade e da justiça”.

Em visita ao distrito, no âmbito da iniciativa “Governo Presente”, o Primeiro-Ministro sublinhou que a construção da A4 é “uma grande prioridade” e avançou algumas datas, nomeadamente os prazos para a discussão pública do impacte ambiental do troço entre Vila Real e Bragança que se estenderá até ao dia 2 de Agosto.

Com 135 quilómetros de extensão, o troço que vai ligar as duas capitais de distrito vai aproveitar cerca de 65 por cento do actual Itinerário Principal 4 (IP4), exigindo um investimento da ordem dos 345 milhões de euros, estando prevista a sua conclusão para 2011.

Francisco Nunes Correia, Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, considerou que os “impactes são diminutos e aceitáveis”. “O facto de grande parte do traçado coincidir com o corredor do IP4 diminui possíveis problemáticas ambientais”, explicou, adiantando que os impactes mais graves vão decorrer durante a fase de obra e não durante a fase de exploração da via.

“Estamos a chegar ao fim de um longo caminho. Estamos a honrar uma velha promessa do Governo”, lembrou Sócrates, sobre a construção da A4 que vai trazer “solidariedade e justiça”, em especial para o distrito de Bragança que não possui “um quilómetro de auto-estrada”.

A A4 divide-se em dois troços. O primeiro representa o prolongamento desta via, desde Amarante até Vila Real, troço cujo concurso público já terminou, no dia 26 e cujas propostas serão abertas, no próximo dia 6.

“As candidaturas serão analisadas e a obra deverá ser adjudicada no primeiro trimestre de 2008”, explicou José Sócrates, sobre o troço do Túnel de Marão, ou a primeira parte da A4 que, com trinta quilómetros de extensão, prevê a construção de um túnel de seis quilómetros (o maior túnel português), num investimento idêntico ao troço que liga Vila Real a Bragança.

A segunda fase da A4, denominada “Auto-Estrada Transmontana”, agora em fase de consulta pública sobre o seu EIA, “localiza-se nas freguesias de Justes, Lamares, Vale de Nogueiras, Mouçós, Constantim, Arroios, Vila Real – São Pedro, Vila Real – São Dinis, Folhadela e Parada de Cunhos (concelho de Vila Real), Parada de Pinhão e Torre de Pinhão (concelho de Sabrosa), Pópulo e Vila Verde (concelho de Alijó), Palheiros, Noura, Valongo de Milhais, Murça e Fiolhoso (concelho de Murça), Romeu, Avantos, Carvalhais, Mirandela, Sucçães, Passos, Lamas de Orelhão e Franco (concelho de Mirandela), Podence, Lamas de Podence, Amendoeira e Sezulfe (concelho de Macedo de Cavaleiros), Quintanilha, Rio Frio, Milhão, Alfaião, Bragança – Santa Maria, Samil, S. Pedro dos Sarracenos, Nogueira, Rebordãos, Mós, Sortes, Santa Comba de Rossas, Salsas, Quintela de Lampaças, Sendas, Gimonde e Outeiro (concelho de Bragança)”.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, a autoridade de avaliação de impacte ambiental, “o Estudo, incluindo o Resumo Não Técnico, encontra-se disponível, para Consulta Pública”, na sua sede, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e nas Câmaras Municipais de Vila Real, Sabrosa, Alijó, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança.

 

Maria Meireles

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