Ainda não apitam as automotoras, no troço da Linha do Tua, entre Foz Tua (Linha do Douro) e Brunheda. Tudo porque ainda não há data para o restabelecimento da circulação ferroviária, no segmento de via-férrea em que ocorreu o acidente ferroviário de 12 de Fevereiro deste ano e que vitimou três pessoas.
Apesar da Rede Ferroviária Nacional, REFER, ter já concluído as obras de reparação e reposição de via, o LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil – mantém reservas sobre a circulação e determina que “os comboios só podem andar em regime de marcha à vista, nunca a mais de 30 km/h”.
Sabendo-se da sinuosidade da linha e das suas dificuldades em proporcionar viagens rápidas, esta recomendação do LNEC não é vista com bons olhos, pela empresa Metro de Mirandela. Este limite impede, mesmo, a sua reabertura e o cumprimento do horário comercial, pois a viagem entre Foz Tua e Mirandela ficaria extremamente penosa e demorada, para os utentes.
A linha já teve indicadas duas datas para a sua abertura. Uma, na primeira quinzena de Outubro, outra, em Novembro.
De sublinhar que a “marcha à vista” permite ao maquinista controlar o movimento da composição, a qualquer instante. Em causa está, nesta “velocidade de caracol” aconselhada, a questão de segurança da própria linha, o que só seria conseguido com investimentos vultuosos que rondam os cerca de cinco milhões de euros. Até agora, o tráfego, nesta linha, é feito entre Mirandela e Brunheda, sendo depois complementado com autocarros.
Jmcardoso





