Ainda não há “luz verde” sobre o contrato de adjudicação da obra da centenária ponte metálica, utilizada como via pedonal entre as duas margens do rio e uma ligação entre os concelhos de Peso da Régua e Lamego.
O presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, Nuno Gonçalves, espera que tudo corra bem, embora mostre algumas apreensões. “A intervenção na ponte está em fase de adjudicação, agora estou à espera que sejam concluídos os processos administrativos e que não haja nenhum tropeção que venha a pô- -la em causa. Espero que estes tempos conturbados e estas dificuldades financeiras que vivemos, não seja impeditivo e não venha a pôr em causa o avanço desta obra. Tudo se pode alterar, mas a obra já está numa fase eminente de poder ser adjudicada e consignada, para começar a sua reabilitação. Vamos aguardar com serenidade”, reforçou o edil.
Nuno Gonçalves salientou que esta obra é “importantíssima e emblemática” para a cidade”, considerando-a “um ex–libris”. “Finalmente, parece que conseguimos encontrar solução para ela”.
O concurso público da empreitada da Ponte metálica sobre o Rio Douro, na Régua, visa a reparação total, repondo as características originais com o pavimento em madeira, passando a travessia a ser de uso exclusivamente pedonal. Será igualmente efectuada a electrificação da ponte com vista à colocação de iluminação decorativa. Está previsto os durarem oito meses. O preço base do concurso foi de 2,1 milhões de euros e a abertura das propostas estava marcada para o mês de Outubro.
A ponte, com tramos de ferro, foi construída pelos engenheiros da Casa Eiffel, no final do séc. XIX e desactivada com a construção de uma outra ponte em pedra, que estava destinada ao caminho-de-ferro entre a Régua e Lamego, finalidade que nunca serviu, sendo posteriormente adaptada para trânsito ferroviário.






