No espaço de uma semana, dois elementos da PSP de Vila Real viram-se envolvidos em episódios de agressões e injúrias. A semelhança é que ambas aconteceram na zona do Pioledo, uma envolvendo um agente fora de serviço e três militares das Operações Especiais de Lamego. Outra decorrida, já há duas semanas, acabou com a apresentação de uma queixa, por agressão, contra um Comissário da Polícia vila-realense que garante, no entanto, tudo não passar de um “rol de mentiras”.
Está agora em fase de inquérito o caso da agressão a um agente da Policia de Segurança Pública (PSP) de Vila Real, por três militares do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE) de Lamego, decorrida, na madrugada do dia 25, na zona do Pioledo.
Fonte da esquadra vila-realense da PSP confirmou, ao Nosso Jornal, que a agressão ao agente Manuel Fernandes dos Santos, de 41 anos, aconteceu, por volta 5 horas, quando este estava fora de serviço e acabava de sair de uma discoteca, onde também estiveram os militares em causa.
“Estamos a tentar perceber o que realmente aconteceu”, explicou a mesma fonte, garantindo, apenas, que o agente recebeu assistência no Centro Hospital de Trás-os-Montes e Alto Douro, tendo sofrido “uma ferida na cabeça e vários hematomas”.
Tanto quanto o Nosso Jornal conseguiu apurar, a agressão foi despoletada quando Manuel Fernandes dos Santos chamou a atenção dos militares para o facto de estes estarem a urinar, na via pública.
Uma semana antes, na madrugada do dia 19, outro elemento da PSP de Vila Real viu–se envolvido numa situação de alegadas agressões e injúrias, tendo sido mesmo apresentada uma queixa, na Guarda Nacional Republicana.
Segundo o Comissário Manuel Marinheiro que, alegadamente, terá sido o responsável pela agressão a um indivíduo, residente em Gaia, tudo não passa de um “rol de mentiras”.
“O que aconteceu foi, exactamente, o contrário”, garante o mesmo agente da Polícia, referindo que o indivíduo, que responderá por tentativa de agressão e injúrias, foi detido, por volta da 1.30 horas, tendo sido dada autorização para deixar a esquadra, às 2 horas, depois de notificado, para se apresentar em Tribunal. No entanto, este recusou-se a deixar a esquadra vila-realense, por mais algum tempo.
O mesmo responsável justifica a queixa apresentada pelo alegado agredido com uma tentativa de impedir que este apresente outros agentes, como testemunhas no processo.
O Comissário Marinheiro garante que o indivíduo começou por pedir indicações sobre a localização de uma unidade hoteleira de Vila Real.
“Começou logo a meter-se comigo, a fazer gestos e a ter atitudes pouco dignas”, refere o Comissário vila-realense, revelando que “ele não pediu, exigiu” que o levassem ao referido hotel, seguindo-se, depois, as tentativas de agressão e as injúrias que levaram à sua detenção.
“Em 26 anos de serviço, nunca fui tão insultado”, revelou o Comissário Marinheiro, deixando a garantia de que não reagiu às agressões.
Maria Meireles





