O septuagenário, João Baptista Morais, de 76 anos, estava já cadáver, com uma perfuração grande nas costas e deitado de bruços esvaindo-se em sangue.
A família da vítima e a Polícia Judiciária suspeitam da existência de homicídio, visto que o tamanho da perfuração nas suas costas, aparentemente indica que não foi alvejado com arma de fogo, mas com um objecto cortante. “O meu marido levou as três vacas para o pasto, ao início da tarde, e depois comecei a estranhar ele não aparecer, uma vez que os animais e os cães chegaram sozinhos, por volta das 16h00. O tempo foi passando e como ele não vinha, decidi pedir ajuda aos vizinhos”, contou a viúva da vítima de 71 anos. “Era a minha companhia e não fazia mal a ninguém”, acrescentou com a sua voz embargada pela comoção.
Maria Goreti Morais, a filha da vítima, estava muito comovida e teme pela sua mãe. “Ela não vai resistir muito tempo. Eles viviam felizes, agora já trabalhavam menos, estavam sempre juntos. O meu pai era um bom homem, que tentava ajudar toda a família”, referiu.
Nas redondezas do local do crime ninguém se terá apercebido de qualquer tiro, mas a família da vítima está ciente que “a morte do septuagenário não foi acidental”. Esta possiblidade foi transmitida pela filha do agricultor. “Morrer desta forma, deixa-nos completamente angustiados e revoltados. Vamos fazer tudo para apurar a verdade e tentar perceber o que realmente aconteceu com o meu pai”, sublinhou Maria Morais.
Na aldeia de Parafita, a vítima era conhecida como um homem bom e ninguém lhe conhecia inimigos. Desconfia-se que o mesmo tivesse sido apanhado no “fogo cruzado” de uma relação conflituosa entre um filho, a sua ex-mulher e o companheiro desta.
O corpo foi transportado para o hospital de Chaves, para se proceder à autópsia. GNR de Chaves tomou conta da ocorrência, e as investigações já foram entregues à Policia Judiciária.




