Domingo, 14 de Dezembro de 2025
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Vila RealAgrupamento Diogo Cão entre os melhores do país

Agrupamento Diogo Cão entre os melhores do país

Sem esperar que fosse chamado a participar no processo de avaliação externa do Ministério da Educação, o Agrupamento de Escolas Digo Cão, o maior da região norte, candidatou-se para ser um dos primeiros a fazê-lo. O resultado não poderia ser melhor, já que, além de ter recuperado os aspetos menos bons registados numa primeira fase do processo, há cinco anos, hoje as suas escolas atingiram um nível do qual só se podem gabar menos 5 por cento dos 1200 agrupamentos do país que foram avaliados.

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“Muito bom” foi a nota que o Agrupamento de Escolas Diogo Cão, de Vila Real, obteve nas três dimensões apreciadas no âmbito da Avaliação Externa das Escolas, desenvolvida pelo Ministério da Educação e cujo relatório final foi divulgado publicamente no dia 20.

“Este foi um processo que não passou só pela avaliação de documentos”, explicou José Maria Magalhães, diretor do Agrupamento, visivelmente satisfeito por ter conseguido atingir os objetivos à que direção se propôs há cinco anos atrás, altura em que, de um total de cinco dimensões avaliadas, conseguiram dois “muito bom”, dois “bom” e um satisfaz.

O diretor do agrupamento recorda que, comparativamente à avaliação realizada há cinco anos, o processo “tornou-se mais exigente” e envolveu não só a direção e os docentes, mas toda a comunidade escolar, desde os alunos e pais até aos parceiros envolvidos no processo educativo (nomeadamente o Centro de Saúde, o Instituto de Formação Profissional, a autarquia e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco, entre muitos outros), apresentando assim, em contrapartida, resultados mais sustentados.

Entre muitos dos parâmetros analisados no agrupamento e que foram considerados pelo painel de avaliadores como muito positivos na Diogo Cão, destaca-se a evolução ao nível dos resultados sociais, mais exatamente os esforços na “monitorização e acompanhamento” ao nível disciplinar. “Foi bem notado que a escola tem um grande mecanismo para intervir em casos de indisciplina, o que permite que hoje isso não seja um problema”, explicou José Maria Magalhães, revelando-se também satisfeito pela avaliação ter valorizado a “internacionalização” do agrupamento através de diversas atividades e intercâmbios.

Outro parâmetro sublinhado prende-se com os bons resultados dos estudantes, uma vez que, pese embora se esteja a falar do maior agrupamento da região norte (e o segundo maior do país), os resultados ao nível do primeiro e segundo ciclo de ensino são muito positivos. “Estamos a colher os resultados de uma boa gestão”, defendeu o diretor que lidera uma equipa diretiva de cinco elementos responsáveis por cerca de um total de 2800 alunos.

No que diz respeito ao terceiro ciclo de ensino, que na Diogo Cão conta com 175 alunos, o relatório indica se tratar de uma área onde “o agrupamento deve incidir prioritariamente os seus esforços para a melhoria”. Nesse aspeto, José Maria Magalhães reconhece que os resultados ainda não são aqueles pelos quais a direção ambiciona, mas lembra que, comparativamente com a situação a nível nacional, a Diogo Cão está em contraciclo, já que, se no país os resultados “estão a cair, no agrupamento estão a subir”. “Se os pais continuarem a confiar em nós, vamos conseguir, tal como conseguimos nos dois primeiros dois ciclos de ensino”, frisou.

Estas foram apenas algumas das muitas conclusões da Avaliação do Ministério da Educação, um processo que colocou a Diogo Cão entre as melhores escolas do país, já que, dos 1200 agrupamentos avaliados nesta fase, menos de cinco por cento conseguiu resultados tão bons como o de Vila Real.

Mediante os resultados obtidos assim variará o intervalo para a próxima avaliação, prevendo-se que o agrupamento Diogo Cão venha a ser analisado novamente dentro de aproximadamente cinco anos. Até lá, garante o diretor, o objetivo é melhorar sempre, é continuar a servir de exemplo a outros. “Isto não aconteceu por acaso, houve um grande esforço de todos por isso sabe bem o reconhecimento do bom trabalho desenvolvido, e que é o nosso dever”, concluiu o diretor.

Depois da fusão de que foi alvo aquando da reestruturação nacional dos agrupamentos (em 2007), o agrupamento Diogo Cão conta atualmente com um total de cerca de 2800 alunos distribuídos pelos vários níveis de ensino, incluindo o ensino profissional, no âmbito do qual leciona quatro cursos.

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