Na segunda-feira, a colheita de uvas para este tipo de vinho era visível em alguns socalcos da região. Entre algumas quintas que fazem vindimas tardias, destacamos a do Portal (Sabrosa), Noval (Vale de Mendiz) e empresas como a Rozés (Tabuaço e Lamego). As graduações podem atingir os 14 graus de álcool, num processo de concentração em que entram uvas expostas ao sol, que têm uma secagem natural e outras são deixadas nas vinhas para apodrecerem naturalmente de uma forma controlada. O produto final é obtido na paragem natural da fermentação sem adição de aguardente, o que empresta ao vinho uma característica única.
O Douro revela potencialidades para a produção destes vinhos, dadas as condições climatéricas e a orografia das suas vinhas.
Neste momento, países como a Austrália, África do Sul, Chile, Canadá, Alemanha, Espanha, França e Itália já recorrem a vindimas tardias. Nos países do Norte da Europa é utilizada a congelação dos bagos para obter a podridão e depois é extraído o açúcar por métodos avançados.
Para um vinho especial, como é o “Late Harvest”, os preços são elevados. Meio litro deste vinho ronda em média 30 euros. O preço é explicado pela morosidade do processo e ainda pela grande quantidade de uvas usadas na sua produção, ou seja, para 100 garrafas são precisos 2 mil quilos de uvas.
De referir ainda e como capricho da natureza, na segunda-feira, em algumas zonas elevadas do Douro ocorreu um facto inédito na região já que se registou queda de neve em algumas vindimas.





