Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

Aldeia columbófila é o próximo “sonho” da modalidade

A criação de uma aldeia columbófila e de um pombal municipal é vista como a resposta para que a modalidade ganhe asas, em Vila Real. Um “sonho” que está a ter uma “boa receptividade, por parte da autarquia” e que poderá começar a sair do papel, já no próximo ano. No dia 2, a Sociedade […]

A criação de uma aldeia columbófila e de um pombal municipal é vista como a resposta para que a modalidade ganhe asas, em Vila Real. Um “sonho” que está a ter uma “boa receptividade, por parte da autarquia” e que poderá começar a sair do papel, já no próximo ano.

No dia 2, a Sociedade Columbófila de Vila Real reuniu, mais uma vez, os seus sócios e praticantes, para um convívio, onde foram entregues os prémios da época desportiva, inaugurada uma viatura para transportes dos pombos, voltando a ser sublinhada a importância da criação de uma aldeia columbófila, para o desenvolvimento da modalidade, no concelho.

“Temos cerca de 100 sócios e à volta de 40 praticantes, um número que se vem mantendo, ao longo dos anos, mas que queremos que aumente”, explicou Hernâni Carvalho, Presidente da Sociedade Columbófila de Vila Real, considerando que a criação dessa aldeia columbófila e do pombal municipal pode representar a expansão da modalidade.

Segundo o mesmo responsável, já foi apresentada a ideia à autarquia que se mostrou “receptiva” ao projecto, existindo já algumas hipóteses, ao nível da localização da aldeia.

“Primeiro, pensou-se na zona das piscinas, depois também se colocou a hipótese de um terreno, atrás do cemitério de São Dinis e até a freguesia de Mouçós já se prontificou a ceder um terreno. Entretanto, também um engenheiro da autarquia adiantou que está a preparar um projecto inovador”, explicou Hernâni Carvalho, revelando, no entanto, que, apesar das possibilidades ainda estarem sobre a mesa, o autarca Manuel Martins já avançou que a Câmara Municipal pretende criar a infra-estrutura columbófila no recinto que está a ser pensado para a realização das festas da cidade, junto à Biblioteca Municipal.

Uma aldeia columbófila permite que os praticantes da modalidade que não tenham as condições necessárias para ter os pombos em casa possam aí criar os seus animais. “Apenas precisamos que o local tenha um ponto de luz, um ponto de água e que seja vedado”, explicou o Presidente da Sociedade Columbófila, adiantando que a criação de um pombal municipal possibilitará, também, a realização de provas nacionais e internacionais de Columbofilia.

“O calendário desportivo decorre durante todo o ano e também teríamos as sessões de treinos”, referiu o dirigente, lembrando que a realização dos eventos serviria, ainda, como incentivo para a captação de mais praticantes, uma vez que os jovens poderiam testemunhar todo o processo de criação dos animais, adquirindo aprendizagem.

“Neste momento, estamos a tentar captar a atenção dos mais jovens, para a modalidade. Para isso, vamos instalar um computador com Internet, na sede da Sociedade, colocando-o ao dispôr dos mais jovens que, enquanto visitam a sede, para o utilizar, podem conhecer um pouco mais sobre o mundo da Columbofilia”, explicou.

Classificando a Columbofilia como “um desporto familiar”, Hernâni Carvalho lembrou que esta modalidade pode ser praticada por pessoas de todas as idades e de várias classes sociais.

No dia do convívio, foi inaugurada uma carrinha de transporte de pombos que, apesar de comprada em segunda mão, foi adquirida com o apoio da autarquia de Vila Real, bem como foram entregues os prémios da época desportiva e ainda foram leiloados dezenas de borrachos.

 

Maria Meireles

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