O silêncio, o abandono, o negro do xisto das casas e a degradação são para já os únicos “habitantes” da aldeia Pai Calvo, de onde a população foi obrigada a sair devido à proliferação da praga da filoxera, que dizimou as vinhas em redor da aldeia em 1930.
Há mais de uma década que se fala no seu aproveitamento turístico, contudo o facto de não existir uma rede elétrica e a sua área pertencer sobretudo a privados tem inviabilizado o investimento e a própria intervenção da Câmara de Armamar, que há alguns anos beneficiou o acesso ao conjunto habitacional de xisto, mas os proprietários das habitações exigem a rede elétrica.
José Silva Pinto, proprietário da Quinta de Pai Calvo, comprou há vários anos duas casas e um lagar e chegou mesmo a colocar dois telhados, mas a falta de uma rede elétrica fez com que deixasse de investir no local.
Mais recentemente, a Ansiães Turismo Rural S.A. comprou três casas. Esta empresa, que se situa a uma curta distância da aldeia, está a construir uma unidade hoteleira de vocação rural, num investimento de mais de um milhão de euros.
Esta pequena aldeia abandonada pertencente à freguesia de Marmelal (Armamar) é muito visitada durante o verão.




