Vila RealAldeia de Paredes em estado de alerta

Aldeia de Paredes em estado de alerta

A pacata aldeia de Paredes volta a estar em alvoroço. A libertação de um indivíduo, confesso autor de vários furtos, naquela localidade, está a por em sobressalto a sua população. A libertação, pelo Tribunal Judicial de Vila Real, de um homem, suspeito e cúmplice em vários furtos a habitações e oficinas na região de Trás- […]

A pacata aldeia de Paredes volta a estar em alvoroço. A libertação de um indivíduo, confesso autor de vários furtos, naquela localidade, está a por em sobressalto a sua população.

A libertação, pelo Tribunal Judicial de Vila Real, de um homem, suspeito e cúmplice em vários furtos a habitações e oficinas na região de Trás- -os-Montes, está a pôr em alvoroço o povo de Paredes, freguesia de Adoufe, às portas de Vila Real.

“Voltou o desassossego à aldeia, devia lá estar mais tempo. Agora, lá voltaremos a trancar as portas, as janelas e teremos de fechar os carros, nas garagens” disse-nos Luís Rego, um dos habitantes. A reacção deste popular é sinónima à de toda a aldeia que “teme, por uma onda de novos assaltos”.

O “Maurício” (assim é conhecido) vive em Paredes e, antes de ser detido, em Fevereiro deste ano, tinha deixado atrás de si, na aldeia, um rasto de vários assaltos a casas, principalmente de idosos. Na altura, durante a noite, os habitantes chegaram a organizar grupos de vigilância às habitações. O “Maurício”, na casa dos quarenta anos, chegaria, mesmo, a passear-se, em Vila Real, ao volante de um Fiat Uno furtado, com matrícula de um tractor e até as telhas levantava, para furtar.

“Não sei como vai ser, poderá acontecer uma tragédia, se o Maurício voltar aos assaltos” – uma premonição de Luís Rego.

Debaixo de olho do povo, anda a “Carla”, uma mulher, na casa dos trinta anos, natural de Tinhela de Cima (Vila Pouca de Aguiar) e alegada “compincha” nos furtos do Maurício e sob a alçada, também, da Justiça.

Esta foi a segunda vez que este “amigo do alheio” foi libertado. O “casal” apresenta um quadro de toxicodependência e os assaltos perpetrados eram para angariar dinheiro, para adquirir estupefacientes.

A realização das missas dominicais era uma das ocasiões preferidas do Maurício, para perpetrar os assaltos. A ausência dos moradores facilitava- -lhe a missão e, nas aldeias de Paredes e Adoufe, vários furtos foram cometidos, na altura das celebrações litúrgicas.

Um dos seus assaltos mais “famosos” aconteceu, na altura do Natal, no ano passado. Enquanto uma família consoava, no rés-do-chão da habitação, ele, na mesma altura e sem ninguém dar por si, “limpava” o primeiro andar, furtando dinheiro e alguns artigos em ouro.

O assalto pelo telhado também faz parte do seu “cardápio”. Um idoso estava a conversar com um amigo e este alertou-o para o facto de estar a sair muito fumo do telhado da sua casa. Porém, quando lá chegaram, repararam que não havia qualquer incêndio, mas apenas fumo que saía pelas telhas que foram levantadas, pelo Maurício, ao assaltar aquela habitação.

 

Jmcardoso

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