Vila RealAlterações climáticas “aceleram” risco de grandes incêndios

Alterações climáticas “aceleram” risco de grandes incêndios

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) acolheu uma sessão de apresentação do parecer do Comité Económico e Social Europeu (CESE), no qual a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) está representada, sobre o tema “Gestão Integrada dos Riscos de Incêndios Florestais”.

Entre os oradores convidados esteve Domingos Xavier Viegas, professor emérito da Universidade de Coimbra e responsável pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, que falou da importância da prevenção e do risco que as alterações climáticas trazem para os incêndios, assim como a organização da paisagem e a insuficiente gestão florestal.

Em declarações à VTM, à margem da iniciativa, o professor revela que a prevenção “é fundamental” para evitar os incêndios e alertou para o ritmo das alterações climáticas poder ultrapassar os esforços para adaptar a paisagem florestal e preparar a população contra os fogos, defendendo que “é necessário mais investimento” na gestão do risco de incêndios.

“É preciso mais dinheiro para proteger a floresta. Se não houver grandes rendimentos que justifique haver investimento, não se faz aquilo que é preciso, pois a natureza não o fará por nós”, afirmou, adiantando que “se deixarmos passar o tempo, tudo pode ficar pior do ponto de vista de aumento da biomassa e do risco de incêndio”. Ou seja, “estão criadas as condições para ocorrer incêndios cada vez mais graves”.

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