Vila RealAntigo Presidente da A. F. de Vila Real põe CGD em Tribunal

Antigo Presidente da A. F. de Vila Real põe CGD em Tribunal

Num processo inédito, em Portugal, um empresário transmontano apresentou, no Tribunal de Mirandela, uma acção judicial contra a Caixa Geral de Depósitos, exigindo uma indemnização de 17,5 milhões de euros. O queixoso, António Cunha, já foi Presidente da Associação de Futebol de Vila Real e esteve ligado à empresa “Tintas Europa”. Actualmente, está em Angola, […]

Num processo inédito, em Portugal, um empresário transmontano apresentou, no Tribunal de Mirandela, uma acção judicial contra a Caixa Geral de Depósitos, exigindo uma indemnização de 17,5 milhões de euros. O queixoso, António Cunha, já foi Presidente da Associação de Futebol de Vila Real e esteve ligado à empresa “Tintas Europa”. Actualmente, está em Angola, no sector da construção civil, mas passou pelo nosso país, “para que seja feita a justiça e se preserve o meu bom nome”.

Tudo começou, em 1997, num diferendo com o Banco Nacional Ultramarino, entretanto absorvido pela CGD. Na altura, aconteceu a devolução de 39 cheques internacionais de moeda estrangeira, num valor de 3,4 milhões de euros, montante recebido por António Cunha. Porém, o BNU, alegadamente, não conseguiu receber, dos bancos emissores. O empresário, confrontado com esta realidade, disponibilizou-se para pagar o valor em causa, ao longo de dez anos, e terá assinado, “sob pressão”, uma livrança, no valor global dos cheques.

O BNU, depois, terá accionado, de imediato, o documento, exigindo o pagamento total. Pretensão que António Cunha não conseguiu satisfazer. Então, o BNU pôs uma acção em Tribunal, acusando-o de burla, branqueamento de capitais e associação criminosa.

A irregularidade com que António Cunha fazia a cobrança de cheques estrangeiros, sem percorrer os circuitos regulares da compensação internacional seria o pretexto, para a acção judicial, por parte da instituição bancária, contra o empresário. Este defendeu-se e alegou que tal situação era “apenas e unicamente da exclusiva responsabilidade do então Departamento Internacional do BNU”. Porém, o processo seria arquivado, pelo Ministério Público, que terá responsabilizado o banco e concluído que “não terá existido qualquer prática criminal, nas operações bancárias de cobrança de cheques”. Posteriormente, o Tribunal da Relação do Porto consideraria improcedente o recurso da CGD. Vencendo todas as batalhas judiciais, António Cunha exigiu, então, um pedido de desculpas públicas, por parte da CGD. Todavia, a instituição não atendeu o seu desejo. Perante isto, o empresário avançou com uma acção judicial e denúncia criminosa, contra administradores e inspectores da CGD” e “uma denúncia de crimes alegadamente cometidos por três funcionários do BNU”.

 

Jmcardoso

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