Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Apoio à deficiência ainda “carece de investimentos” em espaços físicos

A “Chama da Solidariedade” passou pelos concelhos de Valpaços, Chaves, Vila Real e Mondim transportando a mensagem de que as IPSS representam “a mão amiga” com que todas as pessoas podem contar. No que diz respeito às valências existentes e às dificuldades sentidas no distrito, o destaque vai para as lacunas que ainda é preciso colmatar na área da deficiência.

-PUB-

“Embora nos últimos 20 anos tenha sido feito muito, há ainda um longo caminho a percorrer no apoio às pessoas com deficiência”, explicou Luís Correia, presidente da União Distrital da Instituições Particulares de Solidariedade Social de Vila Real (UDIPSSVR), no dia dois, dia em que a “Chama da Solidariedade” passou pela capital de distrito.

Contanto com cerca de uma centena de IPSS, 70 das quais filiadas na União, nos últimos anos as instituições “têm feito um esforço extra para dar resposta às necessidades”, explicou o mesmo responsável, referindo que mais importante que a sustentabilidade das organizações é garantir o apoio às pessoas que precisam. “Algumas atravessam dificuldades, mas não nos preocupamos tanto com as dificuldades que sentem as instituições, mas sim com as dificuldades que sentem as pessoas. É para isso que cá estamos, para ajudar as crianças, os jovens, os desempregados e os idosos que precisam”, sublinhou.

Em relação às valências existentes, Luís Correia testemunhou que “há áreas que ainda carecem de algum investimento em termos físicos e de espaços, nomeadamente a área da deficiência”, pese embora tenham nascido, a pouco e pouco, novas respostas de qualidade, como é caso da uma nova delegação da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), que abriu recentemente em Valpaços.

Relativamente à “Chama da Solidariedade”, o presidente da União explicou que se trata de uma iniciativa de sensibilização da população em geral, que pretende chamar a atenção para “os valores da solidariedade, da ajuda ao outro”.

Na sua sétima edição, a viagem da “chama” começou no distrito da Guarda, no dia um, passou depois em Bragança e em Vila Real a caminho de Braga, estando previsto que acabe o percurso no Porto, no próximo fim de semana com a realização de uma “Festa da Solidariedade”.

“Queremos que os cidadãos encarem e vejam as instituições de solidariedade como o apoio que qualquer um pode necessitar em qualquer momento”, defendeu Luís Correia, considerando ainda importante que as IPSS “se abram à sociedade”.

Rui Santos, presidente da Câmara de Vila Real, recebeu a “chama”, que pernoitou, de segunda para terça- -feira no concelho, que conta atualmente com 12 IPSS. “É importante perceber que as IPSS são de facto agentes que transportam os valores da solidariedade, mas todos somos poucos para a praticar”, considerou o autarca, revelando que “só no conjunto de instituições, como as autarquias, o Estado Central, e o voluntariado, poderá “dar resposta aos múltiplos problemas com que vamos diariamente sendo confrontados e que infelizmente se têm agravado”.

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

COMENTAR FACEBOOK

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.