Sábado, 6 de Junho de 2026
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Árbitro e empresário arguidos por suspeitas de corrupção

A Policia Judiciária de Vila Real deteve e identificou, no sábado, em Vila Real, um árbitro de futebol e um empresário por suspeita de corrupção activa. O árbitro em causa, Emanuel Ferreira, reside em Peso da Régua e o outro suspeito, Pedro Guedes, está ligado a Associação Desportiva e Cultural “A Colmeia” e possui um escritório no ramo de seguros, em Montalegre. Neste processo, entrou também outro juiz de futebol, Jorge Fernandes, residente em Vila Real, que terá sido aliciado por um dos arguidos e que acabou por colaborar com a Polícia Judiciária.

No início das diligências, seria mesmo constituído arguido, estando agora apenas como testemunha do caso.

Ao que apuramos, o aliciamento foi feito, na sexta-feira, antes do jogo Régua B e Colmeia a disputar no domingo. O valor envolvido rondava os 250 euros. Ouvidos, na segunda-feira, no Tribunal Judicial de Vila Real, ambos foram obrigados a prestar o Termo de Identidade e Residência (TIR) e proibidos de frequentar instalações desportivas. De salientar que, Jorge Fernandes acabou por não apitar o jogo para onde estava convocado alegando impossibilidade devido a doença.

Esta situação despoletou uma onda de revolta e solidariedade para com Pedro Guedes no Barracão, Cortiços e Vidoeiro que são as três aldeias que o clube Colmeia representa. Todos são unânimes em considerar que o “amigo do clube” foi “alvo de uma cilada”. Também na Régua, os amigos e colegas de Emanuel Ferreira (elemento estagiário na GNR de Montalegre) ficaram incrédulos com o alegado envolvimento do jovem árbitro neste caso.

Actualmente, o Colmeia ocupa a terceira posição com 21 pontos, enquanto o Régua B é o último classificado com apenas 2 pontos. Daí que a opinião pública estranhe que aconteça um caso de aliciamento num jogo onde era evidente a diferença de valores.


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