Domingo, 14 de Dezembro de 2025
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Arribas do Douro para Património da Humanidade

Várias instituições têm manifestado interesse em candidatar as arribas do Douro Internacional a património da UNESCO. Agora, é através de uma parceria inédita luso-espanhola. A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), instituição ambiental, com sede em Espanha, pretende que as margens da região transfronteiriça sejam declaradas património da humanidade.

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A ideia passa pelo reconhecimento de vários núcleos com características comuns dentro do grande ecossistema. Carlos Sanches, presidente da Fundação Natureza e Homem e da UICN, espera que haja consenso entre Portugal e Espanha, e partir para a apresentação de uma candidatura conjunta para a conservação da natureza e da biodiversidade naquela área transfronteiriça.

A UICN, no Congresso Mundial da Natureza, pediu aos países ibéricos que evitem a construção de parques eólicos ou barragens nas zonas do oeste Ibérico. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em breve, deverá avançar com uma posição sobre este assunto.

A promulgação da Declaração de Reservas Naturais e da Biosfera nas regiões transfronteiriças de Bragança-Zamora e Douro Superior-Salamanca foi avançada neste grande encontro mundial, que se realizou na Coreia.

As arribas do Douro são um espaço natural onde o rio Douro se assume como um importante elemento da paisagem. Possui também espécies raras de aves e da fauna, nomeadamente a águia-real e o grifo. Nas águas profundas daquele troço do Douro, foi avistado, nos anos 60 e pela última vez, um esturjão, a que as pessoas chamavam solho. O último exemplar seria abatido a tiro por barqueiros (podem chegar aos 20 kilos ou mais), junto de Folgosa do Douro, no concelho de Armamar, quando “dormia” e se deixou arrastar pela corrente. Daí a expressão usual: “dormes como um solho”.

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