“Até que entre em funcionamento o sistema de informação que permita aos médicos prescreverem de forma electrónica, a prescrição será efectuada de forma manual”, garante a Administração Regional de Saúde do Norte, I.P. (ARS) que, em comunicado divulgado no dia 20, desmentiu as notícias veiculadas pela comunicação social sobre a as extensões de saúde no âmbito do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Nordeste na sequência da entrada em vigor da lei que determina a obrigatoriedade da prescrição electrónica.
As notícias divulgadas no início da semana davam conta que teria sido “suspenso o serviço médico em todas as extensões de saúde do distrito que não estão informatizadas”, e que, segundo orientação do Governo, os médicos ficariam “na sede do centro de saúde em vez de ir” para aquelas unidades descentralizadas.
De recordar que, a legislação que estipula a obrigatoriedade da prescrição electrónica de medicamentos está em vigor desde o início de Agosto, tendo sido decretada no início deste mês também para os exames e análises passados em consultas do Serviço Nacional de Saúde.
No que diz respeito à informação veiculada sobre o distrito de Bragança, a ARS garante que “é totalmente desadequada”, já que “o Conselho Directivo não emitiu qualquer instrução no sentido de se proceder ao encerramento de qualquer Extensão de Saúde”.
A Administração Regional considera mesmo que “a inveracidade da mesma, apenas pode induzir em erro ou criar angústia junto dos utentes que às Extensões da respectiva área geográfica sempre acorreram e, por certo, que vão continuar a poder utilizar todos os serviços aí prestados”.
Assim, no mesmo documento, é deixada a garantia de que “até que entre em funcionamento o sistema de informação que permita aos médicos prescreverem de forma electrónica, nos termos da legislação em vigor, a prescrição será efectuada de forma manual, salvaguardando-se, deste modo, o normal funcionamento de todas as Unidades onde estas casualidades estejam a ocorrer”.
Segundo declarações do responsável pelo ACES Nordeste a uma rádio local de Bragança, Vítor Alves, aquele agrupamento de centros de saúde “está em gestão corrente e por isso não há ninguém que possa tomar decisões sobre a informatização ou não continuação das extensões”.
Contactado pelo Nosso Jornal, Carlos Miranda, director do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Douro I, explicou que, no que diz respeito às extensões de saúde da sua área de intervenção, não se verifica nenhuma suspensão motivada pela nova legislação das prescrições médicas.





