As faltas dos deputados

Nesta semana, um acontecimento parlamentar ofuscou, fundamentalmente, o maior partido da oposição, apesar do Partido Socialista não ter também ficado muito bem na fotografia. Refiro-me, é claro, às faltas que os deputados protagonizaram no dia em que votavam a suspensão da avaliação dos professores, iniciativa proposta pelo CDS-PP. Com efeito, os trinta deputados ausentes do PSD teriam sido suficientes (conjugados, obviamente, com alguns “dissidentes” socialistas nesta matéria) para que a proposta do CDS fosse avalizada e a avaliação dos professores, finalmente, suspensa.

Como é hábito, houve justificações das faltas para todos os gostos: doenças, trabalhos parlamentares, dispensas concedidas pelo presidente do grupo parlamentar (!)… mas também ausências sem falta, isto é, senhores e senhoras deputados que assinaram o livrinho de ponto, mas que, no momento da votação, não se encontravam sentadinhos na simbólica Câmara.

No entanto, é bom recordar que a luta pelo fim do processo de avaliação dos professores transpôs há muito as fronteiras escolares para se conjecturar como um verdadeiro problema sociopolítico nacional. Neste sentido, todos os partidos tomaram posições clarificadoras e simples: de um lado, o PS a defender, timidamente, o processo de avaliação; do outro, a oposição em bloco insurgindo-se a favor da sua

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