Quarta-feira, 29 de Maio de 2024
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Aulas presenciais obrigatórias para todos a partir de segunda-feira na Escola Camilo Castelo Branco

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A partir de segunda-feira, a Escola Secundária Camilo Castelo Branco (ESCCB), em Vila Real, tem de assegurar a retoma de todas as atividades educativas e formativas, letivas e não letivas, em regime presencial, depois de uma determinação do delegado Regional da Direção de Serviços Norte da DGEstE.

A medida do delegado regional implica que todas as aulas que constam dos horários dos alunos, (ou atividades equiparadas ali feitas constar), “terão lugar nas instalações da escola, na hora e sala indicada no horário de cada turma”.

A VTM sabe que esta determinação da DGEstE surgiu na sequência de exposições apresentadas por cinco encarregados de educação de alunos do 11º ano, que exigiram que as aulas de disciplinas nucleares fossem exclusivamente em regime presencial.

A direção da escola expôs as dificuldades em assegurar o regime presencial, que não foram atendidas pela DGEstE.

Muitos encarregados de educação já se insurgiram contra esta medida, alegando que “não compreendem que não tenha sido atendida a pretensão da Escola, apesar dos fundamentos invocados pelo Conselho Pedagógico e a sua direção executiva”. Dizem mesmo que esta medida “é um contrassenso”, numa altura em que o país entrou em confinamento.  

Questionam também “onde está a tão propagada autonomia escolar e para que servem os órgãos de gestão e administração da escola”.

LANÇADA PETIÇÃO 

Entretanto, foi lançada uma petição para tentar travar a retoma de atividades letivas em regime presencial em detrimento das atividades assíncronas na referida escola. Há instantes já contava com 974 assinaturas. Entretanto, na escola a azáfama é muita para tentar encontrar soluções para o acréscimo de alunos a partir de segunda-feira, de forma a conseguirem manter as regras emanadas da Direção-Geral de Saúde, com o aumento significativo de alunos na escola a partir do próximo dia 18.

No domingo, a Associação de Pais da ESCCB vai reunir, através da plataforma Zoom, de forma a tentar encontrar soluções para resolver este problema, uma vez que alegam que escola "não tem capacidade" para receber tantos alunos nesta altura em que o país atravessa um estado de emergência devido à pandemia de Covid-19. Muitos pais acreditam que a medida "poderá mesmo colocar em causa as condições de segurança da comunidade escolar".  

A VTM tentou falar com a diretora da escola, mas até ao momento ainda não foi possível.

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