Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2021

Autarquia pede medidas “que façam a diferença” no setor vitivinícola

O município de São João da Pesqueira pediu hoje ao Governo medidas "que façam a diferença, e não meros paliativos", para defender um dos setores da região do Douro que mais sofre com a pandemia de Covid-19.

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Numa posição pública subscrita pelos membros do executivo Manuel Cordeiro (presidente), José Luís Rodrigues e Jorge Andrade (vereadores), é referido que "a situação atual e a que se avizinha é de enorme gravidade e necessita de medidas estudadas", defendendo que as medidas não podem ser "meros paliativos, como o simplista instrumento do crédito, com agravamento do endividamento, apenas ganhando tempo, com períodos de carência, juros e prazos".

No entender do executivo, esta medida é "manifestamente insuficiente, ainda que em parte, neste quadro, possa ser uma das medidas a utilizar, mas nunca isolada".

Manuel Cordeiro, José Luís Rodrigues e Jorge Andrade consideram que "neste momento, a crise, na sua verdadeira dimensão, ainda é eventualmente manipulável ou discutível nas estatísticas", no entanto, "o problema estará na vindima e pós-vindima".

"A não haver uma unida e muito significativa movimentação da região, o assunto terminará com paliativos (se for sequer o caso) e a posição de omissão de auxílio, na célebre máxima 'deixem o mercado funcionar', de que infelizmente alguns responsáveis políticos da região partilham, fará o seu caminho", explicam.

Uma vez que a Região Demarcada do Douro "produz cerca de 300 mil pipas em anos normais, sendo um terço destinado ao vinho generoso ou vinho do Porto", perguntam também "que destino dar aos excedentes”.

"Nada fazer, significaria que os preços viessem para os valores insultuosos de que ainda há memória por ter sido recente, num negócio desigual verdadeiramente ruinoso e insultuoso. Reservar parte deste excedente para destilação (aguardente vínica, álcool) pode ser um caminho", acrescentam.

Outra proposta que deixam é a aplicação da receita das taxas da lavoura (10 milhões de euros acumulados) "para fazer frente a este quadro muito problemático, porque pertencem ao Douro".

"Se não houver vontade política, enquanto o foco não for este, não vale a pena perder tempo com meros paliativos enganosos e suicidários", conclui o executivo.

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