Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Autarquia vai apoiar equipas de sapadores de Campeã e de Vale de Nogueiras

Considerados como “os braços técnicos do município” na gestão florestal, os sapadores vão receber um apoio financeiro que representa um balão de oxigénio para as associações que os mantêm em atividade. Outras medidas previstas no Plano Contra Incêndios vão permitir a criação de mais postos de água em todo o concelho e a construção e recuperação da rede de gestão de combustível e da rede viária florestal.

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As Equipas de Sapadores da Associação de Produtores Florestais de Campeã e da Associação Ambiental e Florestal de Vale de Nogueiras (Natura Viva) vão receber um apoio anual de 10 mil euros concedido pela Câmara Municipal de Vila Real, uma medida prevista no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI), que foi aprovado no dia dois.

Com cinco elementos, cada uma, as equipas veem assim reforçado o seu papel enquanto “braço técnico armado” do município “na gestão dos espaços” florestais, como explicou Carlos Silva, vereador da autarquia responsável pelo pelouro da Proteção Civil. “O município entendeu que os sapadores seriam os principais parceiros nas ações de limpeza e beneficiação dos espaços florestais”.

Financiadas em grande parte pelo Instituto Nacional de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) mas também por recursos financeiros próprios, as equipas de sapadores de Vale de Nogueiras e da Campeã, que estão no terreno há seis e sete anos, respetivamente, são da responsabilidade de duas Associações Florestais que ao longo dos últimos tempos têm tido algumas dificuldades de financiamento. “Desta forma damos um contributo para a fixação de pessoas qualificadas nesta área da gestão florestal e garantimos o emprego local”, sublinhou, assim o vereador, relativamente ao apoio que vai custar aos cofres da autarquia um total de 20 mil euros por ano.

Ângelo Silva, da Natura Viva, mostrou-se satisfeito com o apoio, que representa um reconhecimento Àqueles que “lutam no terreno” e defendeu a criação de mais equipas de sapadores florestais no concelho.

Já Fernando Pereira, da associação de Campeã, testemunhou as dificuldades sentidas pela organização de produtores florestais e garantiu que o financiamento represente “uma oportunidade de trabalho”, mostrando-se assim completamente disponível para colaborar com o município.

A medida de apoio aos sapadores faz parte de um conjunto de desígnios que estão vertidos no PMDFCI, um documento que já foi aprovado e que tem cinco objetivos principais, nomeadamente a promoção da gestão ativa do espaço florestal, o reforço das estruturas de defesa da floresta contra incêndios e de combate, a educação e sensibilização das populações sobre essa temática e a adoção de estratégias de recuperação das áreas ardidas e da vigilância e fiscalização.

Na prática, como adiantou Carlos Silva, o Plano Municipal, cuja execução irá prolongar-se até 2020, inclui um conjunto de projetos que já estão no terreno, como por exemplo a criação de postos de pontos de água e a construção e beneficiação da Rede Primárias, da Redes de Faixas de Gestão de Combustíveis e da Rede Viária Florestal.

No que diz respeito aos pontos de água, numa altura em que entramos numa fase de maior risco de incêndios florestais, a autarquia criou mais oito pontos, espaços de abastecimento importantes para o trabalho dos meios aéreos que atuam no ataque inicial aos incêndios.

A Rede Primária, que, segundo o plano, terá uma extensão de cerca de 60 quilómetros, incluirá um conjunto de infraestruturas espalhadas pelo território que terão como objetivo minimizar o efeito dos grandes incêndios. Nesta área, os projetos, financiados a 100 por cento pelo Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), serão dinamizados pelos agentes locais, como associações florestais, conselhos de baldios ou mesmo proprietários privados, que terão o apoio da autarquia no processo.

Relativamente à Rede de Faixas de Gestão de Combustível, a autarquia calcula a intervenção, ao longo dos próximos cinco anos, num total de 293 hectares.

“Outra medida prevista é a beneficiação da rede viária florestal, e aqui temos, no total, cerca de 70 quilómetros de vias que vamos melhorar e beneficiar”, explicou ainda o vereador.

Nestes primeiros seis meses de 2014, o concelho de Vila Real foi palco de uma acalmia no que concerne aos incêndios florestais, apresentando números inferiores ao mesmo período do ano passado com apenas 15 hectares do seu território florestal a serem afetados pelas chamas. A situação, adianta Carlos Silva, coloca o concelho em alerta e indica que o “verão pode ter alguma complexidade”.

Na próxima época de incêndios, o concelho contará com o empenho de 49 homens e 12 viaturas dos bombeiros, ICNF, Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública, números que, obviamente, poderão ser reforçado caso haja necessidade.

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