Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021

Avidouro exige preços justos nos vinhos

A Associação de Vitivinicultores Independentes do Douro, Avidouro, voltou à rua para protestar contra a “redução dramática dos preços dos vinhos generoso e de mesa, junto dos lavradores durienses”. Uma das medidas defendidas é a intervenção directa do Governo na compra. Uma Delegação de Dirigentes da Avidouro concentrou-se nas instalações do IVDP, Instituto do Vinho do Douro e Porto, e entregou um documento reivindicativo ao presidente, Luís Vilhena.

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Berta Santos, presidente da Avidouro, justificou a tomada de posição. “Nós já tínhamos alertado as instituições para o facto da entrega das uvas ser feita sem preços, quer para o vinho de mesa, quer para o generoso. Portanto, já se adivinhava que esta situação iria acontecer. Isto contradiz os dados avançados pela Associação de Produtores do Vinho do Porto, que referem um aumento na ordem dos 2,9 por cento nas vendas nacionais e internacionais, e um aumento de 5,1% nos preços”. Berta Santos alerta que estes valores não se reflectem junto dos pequenos e médios viticultores da região, uma vez que as exportadoras e adegas estão a pagar um preço “muito baixo”. “Neste momento, há ofertas que não chegam a 800€ a pipa de vinho generoso, um valor muito inferior à média que foi paga o ano passado. Além disto, recentemente, a AVIDOURO foi informada pelo senhor secretário de Estado das Pescas e Agricultura e pelo senhor presidente do IVDP que já, em finais de Novembro inícios de Dezembro, tinham feito algumas transacções de vinho generoso, junto do IVDP, com valores entre 940 e 1050 euros a pipa, o que representa uma espécie de compromisso inicial para o negócio. Esta situação é insustentável e nós não podemos permitir que continue a acontecer”.

O documento entregue ao presidente do IVDP avança algumas propostas. Entre as quais, se destaca que sejam tomadas “medidas urgentes” para se repor aquilo que a Avidouro considera ser um compromisso já assumido na região e que não haja baixas de preços relativamente à campanha do ano passado. Defendem ainda uma intervenção do IVDP e do Governo na compra directa à produção de um quantitativo entre 10 mil e 15 mil pipas de generoso, com preços satisfatórios para que o comércio também não tenha argumentos para baixar os preços”.

A dirigente adiantou uma outra proposta para a celebração de contratos antes das vindimas com os produtores, já que se trata de milhares de pequenos vitivinicultores. “Queremos um contrato de promessa onde esteja o preço explícito”.

Para o futuro, Berta Santos, deixou um aviso. “Caso as coisas se mantenham desta maneira, a Avidouro irá promover outras formas de luta no sentido de pressionar o Governo”.

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