Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

“Baca Belha” já abriu

Chão e teto renovados, nova pintura, melhores equipamentos e contas em dia. Muita coisa mudou na tasca centenária da Vila Velha que esteve em risco de fechar as portas em definitivo mas foi salva com o apoio de clientes e amigos, e hoje já está de portas abertas

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Encerrada desde de novembro pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a Baca Belha recebeu, no dia 21, uma nova fiscalização que lhe deu a luz verde para reabrir, isso depois de uma intervenção nas instalações que só possível graças a várias iniciativas de recolha de fundos dinamizadas pelos próprios clientes para evitar o desaparecimento da tasca fundada em 1900.

“Houve um momento em fiquei desanimado, porque sozinho não conseguia. Mas os estudantes fizeram muita força e tive muitos amigos a ajudar”, explicou Alberto Nóbrega, o “tio” Alberto para os mentores das campanhas que tornaram possível recolher o dinheiro necessário para as intervenções que já foram feitas, num total, até agora de cerca de 435 euros.

À distribuição de mealheiros para a recolha direta e à realização de um concerto de uma tuna da Universidade juntou-se, recentemente, a criação de um movimento “crowdfunding” na internet que está a decorrer até meados de maio e só em nove dias juntou 1,830 euros, de um total necessário de 2.500 euros.

Vanessa Guerra, uma das responsáveis pelas várias campanhas, explicou à VTM que o dinheiro conseguido já foi canalizado para pagar as obras (recuperação do teto e do telhado e pinturas) e algumas contas que estavam em atraso e que se acumularam ao longo dos últimos quatro meses. “Ainda falta pagar algumas contas e comprar alguns eletrodomésticos, que têm que ser substituídos”, explicou a jovem vila-realense, de 20 anos, que atualmente estuda no Instituto Politécnico de Bragança e que recorda com carinho os tempos de Liceu e a simpatia do “tio” Alberto, com quem tem “uma ligação enorme”.

Sem filhos, esposa ou pais, Alberto Nóbrega também tem nos seus clientes a sua família. “Nasci aqui. Estudei até ao sétimo ano mas nunca tive mais emprego nenhum. Meu pai faleceu cedo, com 51 anos, e eu não quis deixar a minha mãe sozinha, por isso fui ficando”, recorda o vila-realense.

Sobre as mudanças, a tasca centenária está agora de rosto lavado mas fica a certeza que muita coisa permanece igual, como algum do mobiliário antigo, a imagem de Santo António logo ao balcão e, é claro, a boa disposição e sorriso fácil do Sr. Alberto.

Para quem nunca foi à Baca Belha, fica convite para comer uns petiscos, como uma alheira, umas moelas, fígado ou pataniscas de bacalhau, tudo acompanhado por copo de vinho ou uma cerveja.

A campanha de recolha de fundos continua através do site www.indiegogo.com.

 

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