Sábado, 16 de Outubro de 2021

BE pede esclarecimentos sobre o preço da água

Depois do Partido Comunista, em janeiro, é agora a vez do Bloco de Esquerda (BE) de Peso da Régua pedir explicações sobre o preço da água, isto porque, desde que a Águas do Interior Norte (AdIN) entrou em funcionamento.

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À VTM, o bloquista Rui Santos disse que “há leituras disparatadas e aumentos na ordem dos 300 por cento”.

A situação tem motivado queixas por parte da população até porque “sei de pessoas que antes pagavam cerca de 20 euros e agora pagam mais de 100”, explica, acrescentando que “é uma disparidade muito grande e é preciso explicar às pessoas o porquê de isto estar a acontecer”.

O que está a acontecer, segundo José Manuel Gonçalves, presidente da Câmara de Peso da Régua, “é um processo de transição e não há, a meu ver, contagens fora do comum. O tarifário está definido e, em função das leituras, que agora são reais, e não por estimativa, estão a ser feitos acertos”.

Carlos Silva, presidente da AdIN, confirma isso mesmo. “A empresa ainda não tem dados suficientes de todos os consumidores pelo que, neste momento, as leituras reais vão corrigir as estimativas e, depois, serão feitos os devidos acertos. É normal que as pessoas estranhem um pouco agora porque ainda estamos numa fase de transição”.

Recorde-se que a AdIN serve cerca de 105 mil habitantes dos municípios de Vila Real, Santa Marta de Penaguião, Mesão Frio, Sabrosa, Murça, Peso da Régua, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta, sendo que apenas em Vila Real não houve alteração do preço da água.

PETIÇÃO ONLINE

Entretanto, foi lançada uma petição na internet que pede o fim da AdIN e, de acordo com a informação que a acompanha, a mesma foi “elaborada por um conjunto de pessoas residentes nos municípios que aderiram à exploração e gestão do sistema de águas pela empresa Águas do Interior Norte, tem como objetivo fundamental pedir a revogação de contrato, passando de novo para as autarquias e com isso regressando aos valores faturados antes desta concessão”. 

Até ao fecho desta edição, a petição contava com 1.162 assinaturas, sendo que são necessárias quatro mil para que possa ser levada a discussão na Assembleia da República. 

A VTM confrontou o presidente da AdIN com a existência desta petição. Carlos Silva preferiu não se pronunciar dizendo que “a empresa é dos oito municípios, não é minha”.

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