Com a XIII Feira do Folar à porta, a azáfama em Santa Maria de Emeres é grande. Ano após ano, o Bolo Podre tem vindo a conquistar o seu espaço no certame. Dulce Alcoforado, 68 anos, foi a grande entusiasta do ressurgimento desta especialidade gastronómica. Começando com fornadas de 10 a 20 unidades, hoje este número está ultrapassado e podem chegar às 50 em tempo de festa.
Cozido em forno de lenha, garante quem o produz que o seu ar “arreganhado” depende das gargalhadas e da alegria com que é confeccionado. Para se fazer esta iguaria é necessário farinha, ovos, azeite, açúcar, canela e um ingrediente secreto. Este bolo tem como marca principal a componente artesanal, bem como a utilização de urze, giesta e carqueja para aquecerem os fornos da cozedura. Hoje, em processo continuo, um bolo pode demorar cerca de três horas a ser fabricado. Durante o certame do folar, a especialidade de Santa Maria tem muita procura e apreciadores. Conta quem sabe, que se pode conservar vários dias sem sofrer qualquer processo de alteração no seu sabor, textura e aromas. Para ter o seu aspecto “arreganhado”, será necessário a ocorrência de gargalhadas ou risos, senão corre o risco de “não abrir”. O Bolo Podre, uma espécie de folar sem carnes, é conhecido tradicionalmente como Pão de Páscoa.





