No dia 20, a Corporação dos Bombeiros Voluntários de Salto vai inaugurar, na presença do Ministro da Administração Interna, o seu novo quartel, um espaço que exigiu um investimento de cerca de um milhão de euros e cerca de duas décadas de espera.
“Este é o folhetim mais triste da relação entre a Administração Central e as Associações de Bombeiros”, recorda Orlando Alves, Comandante dos Bombeiros de Salto, lamentando que aquela corporação tenha sido tão “maltratada e desconsiderada”, ao longo de vários anos, pese embora o seu importante trabalho na protecção, por exemplo, de grande parte do Parque Natural da Peneda-Gerês e o serviço que presta às populações.
Segundo o mesmo responsável, “foi preciso encontrar um antídoto, para abrir os olhos dos responsáveis máximos, já que se trata de uma verdadeira instituição de utilidade pública que sempre prestou um importante serviço à Nação”.
Orlando Alves sublinhou ainda a importante intervenção de Ascenso Simões que agora desempenha funções de Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, junto da Administração Central, para a concretização do projecto.
Orçado em cerca de um milhão de euros, o quartel recebeu uma comparticipação do Governo de 400 mil euros, tendo sido o restante suportado “exclusivamente” pelo Município de Montalegre.
Depois de várias “peripécias e percalços”, as obras tiveram início em 2005. No entanto, a história da nova sede dos Bombeiros de Salto ainda sofreu um último imprevisto, a falência do construtor a quem foi adjudicada a construção, o que levou a um atraso de mais um ano.
Com camaratas separadas, para homens e mulheres, cozinha, instalações para o quarteleiro, área para a administração e espaço de estacionamento para as setes viaturas da corporação, o novo quartel possui todas as condições necessárias para o corpo activo de Salto que conta com 65 elementos.
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