Um indivíduo, de 32 anos, residente em Vila Nova de Gaia, foi identificado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Vila Real e constituído arguido, no dia 15, por suspeita da prática do crime de burla.
Em comunicado divulgado por aquela força de segurança, o suspeito é “vendedor ambulante, abordava as vítimas apresentando dois telemóveis, cujo valor real ronda os 500 euros cada e, após negociação, vendia-os, por cerca de 100 euros. No entanto e sem que a vítima se apercebesse, o burlão trocava as caixas dos telemóveis por outras idênticas, mas cujo interior era constituído por pedaços de sabão, em forma de telemóvel”.
“Ele actuava com outra pessoa que ainda não foi identificada”, explicou, ao Nosso Jornal, fonte da PSP.
O indivíduo foi interceptado pelos agentes da polícia, tendo-lhe sido apreendido todo o material que era utilizado no esquema. O indivíduo já é referenciado pelas autoridades, em vários pontos do país, pela prática deste tipo de burlas, com telemóveis e máquinas de filmar, segundo adiantou a polícia vila-realense, em cuja área de jurisdição foram registadas duas queixas por burlas que se acredita sejam da autoria do individuo gaiense. No entanto, como explicou a mesma fonte, a PSP tem conhecimento de um terceiro caso, cuja vítima, um académico, não apresentou queixa, talvez por vergonha de ter caído no “conto do vigário”.
Para além de aconselhar a população a verificar, com muita atenção, os artigos que adquire a vendedores ambulantes, a PSP adianta que, no caso de algum cidadão constatar que está a ser alvo de uma tentativa de burla, devem ser contactadas, de imediato, as forças de segurança.
No ano passado, a polícia registou 18 queixas de burla, na sua área de intervenção.





