“Não defendemos investimentos a brincar. As coisas ou são feitas a sério ou então não vale a pena fazer nada. Porque é que nós temos esta posição? Por uma razão simples, ao contrário do que foram dizendo, desde o início, a Câmara de Alijó nunca se pronunciou nem a favor, nem contra a barragem”. Do seu discurso emerge uma vontade de aproveitamento turístico da barra- gem, mesmo sacrificando a linha do Tua. “Se vamos perder a beleza natural desta paisagem que seja para um investimento a sério. Não vamos fazer um pequeno lago só para tentar salvar parte da linha do Tua, uma vez que não se poderá salvar a linha na totalidade”, defendeu o edil.
O Município de Alijó tem manifestado interesse na aplicação de um plano de desenvolvimento integrado para o Vale do Tua, com ou sem Barragem. Artur Cascarejo prefere jogar pelo seguro e segue o adágio popular: “Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar”. “Se a barragem vai ser construída que a façam à cota máxima, com o aproveitamento máximo para beneficiar claramente o concelho, a região e o país. Se vamos perder a beleza natural e paisagística, temos que aproveitar todos os benefícios decorrentes da construção da barra- gem”.
Confrontado com a possibilidade do complexo Termal das Caldas de Carlão ficar submerso, o autarca refere que o as Termas têm que ser defendidas, tanto se for construída a barragem ou não. Se optarmos pela cota máxima provavelmente poderá ficar em causa todo o complexo, mas obviamente que terá de haver compensações. Não há outra alternativa”.
De referir, que esta posição de Artur Cascarejo é dissonante com as ideias defendidas por João Teixeira, Presidente da Câmara Municipal de Murça. Este tem sempre defendido a quota mais baixa como forma de defender “os interesses dos muitos viticultores do concelho”.




