Quarta-feira, 10 de Agosto de 2022

Câmara quer avançar com ação pública em defesa do Centro Hospitalar

Autarca quer mobilizar cidadãos para agir contra uma situação que classifica como “inarrável”

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Depois de ter denunciado a sua “grande preocupação” perante a situação do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), Rui Santos, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, afirmou que vai propor à autarquia que tome uma “posição pública e mobilize um conjunto de cidadãos em defesa” daquela estrutura de saúde.

“Pode passar por chamar até nós muitos independentes, muita gente ligada ao centro hospitalar, podemos agir em concreto junto do hospital, fazer uma campanha de sensibilização junto da população, chamando a comunicação social”, explicou o autarca exemplificando as várias formas como poderá decorrer a ação.

Rui Santos diz que quer, mais uma vez, alertar o Governo para a situação vivida no CHTMAD e acredita que, “infelizmente, só com este tipo de reivindicações” a mensagem “conseguirá chegar à Lisboa”.

Em causa está a falta de diversos médicos especialistas (anestesistas e urologistas, entre outros) e de dezenas de enfermeiros nos vários serviços, mas também da necessidade de haver um reforço financeiro na ordem dos 11 milhões de euros, como explicou em maio, na primeira vez que denunciou a situação publicamente.

A necessidade de aquisição de equipamentos, nomeadamente um acelerador linear (utilizado para os tratamento de radioterapia) e a demora na reabertura do serviço de infetocontagiosas, o “célebre” sétimo piso (encerrado há dois anos), são outros dos muitos problemas evidenciados.

“Em defesa do nosso centro hospitalar, em defesa dos nossos utentes, de Vila Real e da região, a Câmara Municipal irá com certeza agir, não podemos continuar parados”, sublinhou Rui Santos.

O autarca apresentou a ideia depois da última reunião da Assembleia Municipal de Vila Real, realizada no dia 26, onde a questão também foi debatida.

Joana Rapazote, do CDS, defendeu uma série de medidas concretas a apresentar ao Governo no sentido de se obterem respostas concretas, entre as quais a abertura de mais concursos públicos para enfermeiros e a contratação de mais anestesistas “permanentes, não apenas tarefeiros”.

Considerar como “carenciado” o CHTMAD e rever a fórmula de financiamento, de forma a ter em conta no cálculo a sua dispersão geográfica e o facto de “ter cinco unidades infraestruturais no território vasto de 12 mil quilómetros de Trás-os-Montes”, são outras medidas defendidas pelo CDS.

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