Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Carlos Meireles dá a voz a Anás, em “Jesus Cristo Superstar”

Aos nove anos, subiu ao palco, pela primeira vez, para cantar e representar. Hoje, assume o papel de Anás, no espectáculo “Jesus Cristo Superstar”. Falamos de Carlos Meireles, um jovem vila-realense que tem arrecadado a simpatia dos mais de 50 mil espectadores que já assistiram àquela “Ópera- -Rock”. Para além de já estar confirmada a […]

Aos nove anos, subiu ao palco, pela primeira vez, para cantar e representar. Hoje, assume o papel de Anás, no espectáculo “Jesus Cristo Superstar”. Falamos de Carlos Meireles, um jovem vila-realense que tem arrecadado a simpatia dos mais de 50 mil espectadores que já assistiram àquela “Ópera- -Rock”. Para além de já estar confirmada a sua participação na nova produção de Filipe La Féria “O Principezinho”, que estreia a 15 de Setembro, no Teatro Rivoli) o actor/cantor tem outros projectos para a sua terra natal…

Cerca de três meses em cartaz, mais de setenta sessões que somaram mais de 50 mil espectadores. Estes são os números do sucesso da “Ópera-Rock” de Filipe La Féria, “Jesus Cristo Superstar”, para o qual contribui, diariamente, Carlos Meireles, um jovem natural de Vila Real que, hoje, pelas 21.30 horas, volta a vestir a pele de Anás, no Palco do Teatro Rivoli, no Porto.

“Apresentei-me, como muitas outras pessoas, num “casting” e, felizmente, fui escolhido, para desempenhar o papel de Anás, nesta grande produção de Filipe La Féria”, explicou, ao Nosso Jornal, o actor, de 27 anos, que, além de licenciado em Medicina Veterinária, desde muito novo começou a cantar e a representar.

Apesar de definir a sua personagem como “um grande vilão”, explicando que “Anás é um dos instigadores da Paixão de Cristo”, Carlos Meireles sublinha que o público o tem “acarinhado bastante”.

“Aproveito esta oportunidade para agradecer a todos aqueles que nos aplaudem, diariamente, e a todos os meus colegas que muito me apoiam”, frisou.

O musical sobe ao palco do Teatro Rivoli, no Porto, de Terça a Sexta-feira, às 21.30 horas, aos Sábados às 17 e às 21.30 horas, e, aos Domingos, às 17 horas. Os vila-realenses que quiserem testemunhar a interpretação do seu conterrâneo terão mesmo que se deslocar à “Invicta”, isso porque, como explicou Filipe La Féria, ao contrário de outras produções, devido “ao nível de exigência tecnológica”, este espectáculo “não poderá nunca realizar digressões”.

“Jesus Cristo Superstar” só será representado no Teatro Rivoli e estará em cartaz “até o público querer”, revelou o mesmo responsável que admite que este é o mais ambicioso dos seus projectos, tendo em conta “a grande polémica” que gerou e o seu “sucesso absoluto”.

Depois de ter trazido, ao Teatro de Vila Real, o musical “Amália”, La Féria recorda o público transmontano como “maravilhoso”, esperando que “os vila–realenses vão ao Rivoli, ao Porto”.

Classificando Carlos Meireles como “um grande cantor e um grande actor”, o Director de “Jesus Cristo Superstar” confirmou já a presença do vila-realense no musical “O Principezinho” que vai estrear, a 15 de Setembro, na mesma casa de espectáculos portuense.

Mais uma página na carreira artística de Carlos Meireles, uma carreira que não está desligada de Vila Real, tendo em conta que o actor dirige, simultaneamente, o Coro Misto da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Coro Capella Musical de São Pedro, grupos para os quais adianta ter alguns projectos de futuro.

“Neste momento, estamos a conceber um espectáculo que tem por base alguns dos mais belos temas dos grandes musicais da Broadway, muitos deles sobejamente conhecidos, por serem grandes êxitos do Cinema. Espero que o público de Vila Real goste. Temos outros projectos na forja, mas ainda não posso revelá-los. Deixo a promessa de que nos empenharemos em dar ao público, sempre, o nosso melhor”, revelou o cantor.

Apesar de considerar que Portugal é um país onde, “infelizmente, a cultura e as artes do espectáculo estão altamente centralizadas em Lisboa”, Carlos Meireles deixou uma palavra de reconhecimento a La Féria, por ter escolhido o Porto para “estrear um espectáculo da envergadura” de “Jesus Cristo Superstar” e deixa a promessa de que fará todo o possível, para dinamizar a cultura, na cidade que o viu nascer, cidade onde “também se podem encontrar grandes talentos, bem como as infra-estruturas necessárias para lhes dar vazão, tais como o Conservatório Regional de Música e o Teatro Municipal, nunca esquecendo o alto patrocínio da Câmara Municipal, à qual estou muito grato”.

Criada em 1970, por Andrew Lloyd Weber e Tim Rice, “Jesus Cristo Superstar” baseia-se na vida de Jesus Cristo, através dos olhos de Judas. Tecnicamente, é uma “Ópera-Rock”. Todos os diálogos são constituídos por canções.

 

Maria Meireles

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